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Londrina

Folha 2

m de leitura Atualizado em 14/07/2022, 05:48

Festival de Música de Londrina abre espaço para todos os sotaques

Estudantes de ONGs de Alagoas, Rio de Janeiro, Bahia, Roraima e Paraná integram a Camerata da 42ª edição do evento

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de julho de 2022

Marcos Roman - Grupo Folha
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Foto: Marcos Roman - Grupo Folha
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Moradora da cidade de Conceição do Coité, localizada no sertão da Bahia, Dianara Ramos encarou 17 horas de viagem, entre percursos de ônibus e avião, para participar do 42º Festival Internacional de Música de Londrina (FIML). Estudante de violino, a baiana é uma das 21 bolsistas desta edição do evento que foram selecionados entre estudantes de cursos de música oferecidos por ONGs (Organizações Não Governamentais) de diversas regiões do país. Eles integram a Camerata do Festival, que fará um concerto no próximo sábado (16), no Teatro Ouro Verde.  

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Dianara Ramos, de Conceição de Coité (BA), encarou 17 horas de viagem para vir a Londrina fazer curso de violino com bolsa oferecida pelo Festival Dianara Ramos, de Conceição de Coité (BA), encarou 17 horas de viagem para vir a Londrina fazer curso de violino com bolsa oferecida pelo Festival
Dianara Ramos, de Conceição de Coité (BA), encarou 17 horas de viagem para vir a Londrina fazer curso de violino com bolsa oferecida pelo Festival |  Foto: Marcos Roman - Grupo Folha
 

“Seria impossível vir a Londrina se não fosse essa bolsa oferecida pelo festival, que está nos ajudando com hospedagem e alimentação. O projeto Santo Antônio, onde estudo música na minha cidade pagou metade das passagens. Essas ajudas diminuíram bastante o custo total da viagem, que seria algo em torno de quatro mil reais. Está sendo a realização de um sonho participar desse evento musical tão importante”, destacou a violonista. 

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Outros bolsistas selecionados pela 42º FIML vieram de Alagoas, Rio de Janeiro, Roraima e Paraná. “Nunca imaginei que seria tão bem recebida aqui no sul do Brasil. Quando chegamos no aeroporto de Londrina já tinha um motorista do festival esperando para levar a gente para jantar e depois nos deixar no hotel. Todo mundo da cidade tem sido muito simpático com a gente”, ressaltou Maria Laura Pinto, moradora de Maceió que estuda violoncello. “Essa vivência entre músicos de várias regiões do país não nos enriquece apenas musicalmente, mas também culturalmente e socialmente”, enfatizou Danielle Rodrigues, que atua como professora de flauta doce na Escola de Música da Rocinha, no Rio de Janeiro. 

“A camerata é acima de tudo uma experiência pedagógica. O festival está proporcionando que músicos inexperientes possam tocar com músicos profissionais. Isso é democratizar a arte, e trazê-la para todos os níveis. Muitos desses jovens almejam ser músicos profissionais e o músico no Brasil precisa de cada vez mais incentivo. Um festival como esse só vem reforçar necessidade de ter a formação musical cada vez mais ativa no nosso país”, ressaltou Luiz Martins, fundador da Orquestra Filarmônica de Alagoas e regente da Camerata do FIML. 

Luiz Martins, regente da camerata do FIML, veio de Alagoas, onde fundou a Orquestra Filarmônica: "O festival proporciona que músicos inexperientes toquem com profissionais, isso democratiza a arte" Luiz Martins, regente da camerata do FIML, veio de Alagoas, onde fundou a Orquestra Filarmônica: "O festival proporciona que músicos inexperientes toquem com profissionais, isso democratiza a arte"
Luiz Martins, regente da camerata do FIML, veio de Alagoas, onde fundou a Orquestra Filarmônica: "O festival proporciona que músicos inexperientes toquem com profissionais, isso democratiza a arte" |  Foto: Fábio Alcober/ Divulgação
 

“O nosso festival proporciona um ambiente muito favorável para a troca de experiências, porque ele não exclui nenhum aluno. Aqui, todos têm a oportunidade de tocar e participar das aulas”, salienta a diretora pedagógica do 42º FIML, Magali Kleber. Ela reforça a importância das parcerias firmadas com ONGs de várias regiões do país para a concessão de bolsas de estudos a estudantes carentes. “Essas ONGs realizam atividades voltadas para a sociedade e têm sido responsáveis pela formação de músicos em todo o Brasil. As parcerias firmadas pelo FIML são acordos institucionais que visam atender a sociedade como um todo”, acrescentou.  

A diretora do FIML está coordenando o projeto Rede Brasileira de Prática Musical Reflexiva, que trabalha no levantamento e criação de uma rede interdisciplinar que vai conectar pessoas envolvidas em projetos sociais de música nas cinco regiões do Brasil. Este projeto conta com patrocínio da Agrigento, organização não governamental com sede em Londres, Inglaterra, sob consultoria internacional do educador Dr. Phil Mullen. 

A programação pedagógica do 42º Festival Internacional de Música de Londrina (FIML) conta com 21 cursos e oficinas de práticas de instrumentos, teoria musical e voz. As aulas estão sendo ministradas no Colégio Estadual Hugo Simas, Colégio Aplicação e no Cultural Hall.    

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