Escrevo neste espaço pela última vez. Desde março de 2022 dividimos ideias, opiniões, análises e informação, gerando debate, mesmo que à distância e de forma silenciosa. Sempre o esporte, nas mais diversas modalidades, com o futebol sendo o carro-chefe. Visão do futebol é uma coisa particular, por isso nunca houve a pretensão de apresentar o certo. O bom é sempre gerar exemplos que possam fortalecer a busca de entendimentos com interpretações diferentes. Esse sempre foi o objetivo.

Escrever para a Folha de Londrina teve, para mim, algo muito sentimental. Foi muito mais do que ocupar um espaço num dos veículos de maior história neste estado. A Folha de Londrina foi essencial na formação de Londrina e região. E, por isso, ainda tem seu nome forte e respeitado. Foi sentimental porque no grupo Folha de Londrina comecei minha carreira profissional, como locutor nas rádios Folha FM e Cruzeiro FM, hoje Jovem Pan e Jovem Pan News, respectivamente.

Ainda no rádio, acompanhava nomes que fizeram história no jornalismo esportivo impresso como Flávio Campos, Isnard Cordeiro, Fiori Luiz, Cláudio Osti e tantos outros que me inspiraram a acompanhar e gostar do jornalismo esportivo. Décadas depois ser também um contribuinte para reflexão do esporte em nossa querida Londrina no mesmo veículo foi uma honra.

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Infelizmente, a cidade já não tem a mesma força de décadas passadas, quando várias modalidades competiam em ligas nacionais, lotando o Moringão e sendo notícia em rede nacional. Mesmo o futebol enfrentou períodos críticos e agora retoma um caminho mais promissor e de esperança. Mas é muito pouco para uma cidade com a força que Londrina tem.

Do Rio de Janeiro continuarei acompanhando as movimentações de Londrina e do Londrina. À Folha e a você, leitor, meu muito obrigado e que em 2026 brindemos muitas vitórias para o esporte de nossa querida cidade.

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