Trancista de Londrina fala do orgulho de ver o Haiti numa Copa do Mundo
Chaphley Kenscoff mora na cidade há 6 anos e celebra poder assistir pela primeira vez o seu país num Mundial
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sexta-feira, 19 de junho de 2026
Chaphley Kenscoff mora na cidade há 6 anos e celebra poder assistir pela primeira vez o seu país num Mundial

Participar de uma Copa do Mundo é algo rotineiro para o Brasil, mas para seleção do Haiti é algo histórico e único para muitas gerações. Será a segunda participação da história do país, 52 anos após a primeira, em 1974. Brasil e Haiti se enfrentam nesta sexta-feira (19), às 21h30, na Filadélfia.
Chaphley Kenscoff, trancista haitiana de 29 anos que mora em Londrina há 6 anos e fala do sentimento de ver o seu país em uma Copa do Mundo pela primeira vez na vida. "É inacreditável a gente ter um representante mesmo do nosso país, é outro nível. Eu nunca vivenciei uma coisa dessa."
Kenscoff falou sobre a paixão do Haiti pela Copa do Mundo, que, mesmo sem participar das edições anteriores, o país parava para assistir aos jogos, principalmente da seleção brasileira. "O Brasil vai jogar duas horas, a escola já parou para deixar a gente com a família, é o país inteiro parado", exemplifica.
As cinco estrelas da seleção brasileira não são somente títulos conquistados, é um símbolo de bom futebol, festa e muita alegria, que contagia não só o povo brasileiro, mas outros países que assistem à Copa do Mundo e sentem a paixão que o futebol brasileiro representa, ou deveria, representar.
A torcida nesta copa está dividida, mas Chaphley fala que nesse jogo torcerá para o Haiti. "Vou torcer mais para o Haiti porque estamos precisando mais, porque temos zero (ponto) nesse grupo e todo mundo já está com 1 ponto e 3 pontos."
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'Do jeito brasileiro'
A trancista também reforça a torcida para o Brasil e espera uma vingança contra a Escócia, que ganhou do Haiti na primeira rodada. Para o jogo dessa sexta (19), Chaphley fala sobre os planos de assistir com a família. "Ficar aqui na nossa casa fazendo um churrasco, do jeito brasileiro."
Kenscoff destacou que somente estar em uma competição como a Copa faz com que o mundo esteja de olho no seu país, conhecendo sua bandeira, sua história e seu povo. "Dá orgulho de as pessoas saberem o nosso passado e como a gente vive. Essa Copa dá aquela luz sobre a nós que a gente estava precisando."

Participar de uma Copa do Mundo faz com que o planeta conheça jogadores, torcidas e nações que não teriam essa visibilidade de outra maneira, gerando oportunidades e conexões antes improváveis.
Chaphley falou sobre as semelhanças culturais entre Brasil e Haiti, que nos aproximam desde a culinária até a forma de viver e comemorar. "A gente tem o mesmo jeitinho, o arroz com feijão a gente come. Tem bastante coisa semelhante ao Brasil, quando a gente tem ocasião de festejar, a gente festeja. Sabe que onde tem haitiano vai ter alegria."
A seleção do Haiti ainda busca somar seus primeiros pontos em Copas do Mundo, já que na sua primeira e única participação em 1974, 52 anos atrás, perdeu para Argentina, Itália e Polônia, e foi eliminada na fase de grupos. Na estreia no último domingo (13), a seleção haitiana perdeu para a Escócia por 1 a 0, mas com uma boa partida, a esperança da torcida haitiana cresceu, como reforça Chaphley. " Jogou muito bem e, quando eu fui ver na rede (social), todo mundo estava apoiando."
Estagiário - Supervisão de Claudemir Scalone - editor







