O lateral-esquerdo Douglas Santos, titular da seleção brasileira na estreia da Copa do Mundo, no empate por 1 a 1 com o Marrocos, no sábado (13), em Nova Jersey, já projetou o confronto de sexta-feira (19), diante do Haiti, às 21h30, na Filadélfia. O defensor destacou a força física da equipe haitiana, que foi derrotada pela Escócia por 1 a 0 na estreia, mas criou oportunidades para empatar e até virar a partida contra os europeus.

“Estamos falando de uma seleção muito forte fisicamente, com uma intensidade que pudemos ver no jogo que eles fizeram contra a Escócia. É uma equipe que tem se mostrado bastante qualificada”, elogiou o camisa 6.

“Será um jogo muito difícil. Nosso primeiro pensamento é vencer, porque não podemos ter a soberba de falar em goleada. Precisamos manter os pés no chão, agir com humildade e entender que conquistar os três pontos é o mais importante neste momento”, acrescentou.

Douglas também ressaltou que o Brasil precisa manter o foco para evitar surpresas, citando resultados recentes de seleções favoritas, como a Espanha, que empatou com Cabo Verde, e a Bélgica, que ficou na igualdade com o Egito.

“Estamos falando de uma Copa do Mundo, competição que reúne os melhores jogadores do planeta. Como venho dizendo, não existe jogo fácil. Temos visto muitas partidas equilibradas e vários empates”, afirmou o lateral.

“Precisamos estar preparados emocional e fisicamente para entregar o nosso melhor em todos os jogos, sabendo que cada desafio será muito difícil”, completou.

Douglas Santos venceu a disputa pela titularidade com Alex Sandro na estreia e foi um dos poucos jogadores brasileiros a escapar das críticas após a atuação diante do Marrocos. Contra o Haiti, a tendência é que seja mantido na equipe titular pela lateral esquerda.

Revelado pelo Náutico em 2012, Douglas chamou a atenção ainda jovem e foi negociado com a Udinese, da Itália. Em 2014, retornou ao Brasil para defender o Atlético-MG, onde voltou a se destacar. Dois anos depois, integrou a seleção brasileira campeã olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro, sob o comando de Rogério Micale.

Também em 2016, foi transferido para o Hamburgo, da Alemanha, clube pelo qual atuou durante três temporadas. Desde 2019, defende o Zenit, da Rússia, equipe pela qual já disputou mais de 230 partidas.

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