O Londrina fez mais um bom jogo no Estádio Alfredo Jaconi, contra o Juventude, mas a dificuldade do time em converter o volume ofensivo em gols acabou custando caro, e a partida terminou 1 a 0 para os donos da casa. Contra o Ceará, a equipe já havia conseguido criar oportunidades, mas falhou na hora de colocar a bola na rede.

A fase ruim do Tubarão é evidenciada pela campanha na Série B. A única vitória foi contra o Novorizontino, na primeira rodada; de lá para cá, o LEC empatou com Goiás e Ceará e foi derrotado por Sport, Atlético-GO e Juventude. São apenas cinco pontos em seis rodadas, o que deixou o Londrina na zona de rebaixamento.

Em Caxias do Sul, o LEC conseguiu se impor na casa do Juventude e jogou melhor que o adversário, mas não soube finalizar as jogadas. Pior: repetiu os erros defensivos e, em um momento de desatenção, permitiu a troca de passes do ataque do Juventude, que culminou com MP marcando o único gol da partida. No segundo tempo, o Tubarão pressionou, mas novamente faltou qualidade para empatar.

Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico Allan Aal reconheceu a dificuldade do time em converter as oportunidades e lamentou a falha da defesa.

“Mas eu vejo que nós merecíamos ter saído com pelo menos um resultado de empate pelo que a gente produziu. Fica a sensação de frustração justamente por isso, por a gente ter sido melhor na partida, ter tido volume, ter tido coragem, por ter tido as melhores ações ofensivas e não ter conseguido converter isso”, afirmou.

Para o técnico, o LEC precisa ter mais tranquilidade e lucidez no último terço de campo. “Assim como contra o Ceará fomos superiores, contra o Juventude também fomos superiores, mas precisamos transformar essa superioridade em resultado.”

Sobre as falhas defensivas, Allan Aal ressaltou que as correções estão sendo trabalhadas no dia a dia. Em Caxias do Sul, quando o resultado ainda estava zero a zero, um erro da defesa permitiu uma finalização de Alan Kardec, que parou em Kozlinski.

“A gente vem trabalhando, não só dentro de campo, mas fora de campo também, mostrando os vídeos, as ações do adversário, mostrando que os erros nossos podem custar caro”, disse o técnico. “Eu acho que nos precipitamos em querer abordar o adversário com a bola controlada. Fomos driblados até com certa facilidade e tudo isso a gente vem procurando trabalhar, vem procurando corrigir, mas são decisões que, infelizmente, fogem do nosso controle durante o jogo. Temos que dar confiança para os atletas.”

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LESÕES

Allan Aal também reconheceu as dificuldades do elenco enxuto, principalmente por não poder contar com o atacante Vitinho, que sentiu um incômodo durante o aquecimento. Além dele, o LEC não pôde contar com os meias Thalis e Caio Rafael.

“São situações que a gente sabe que, se tivesse contado com esses atletas, poderíamos desenhar um cenário diferente em cima daquilo que a gente vem fazendo. E vem fazendo, acredito eu, com qualidade. Fomos superiores ao Ceará e ao Juventude, e infelizmente não conseguimos converter essa superioridade em resultado”, insistiu.

“É esperar o mais rápido possível o retorno de alguns atletas que, pela característica individual, fazem um movimento diferente no campo, têm uma bola parada, têm um drible, têm uma jogada individual que podem fazer a diferença numa competição tão difícil como essa”, completou.

AGENDA

O Londrina enfrenta o Operário, no Estádio Germano Krüger, no próximo domingo (3), às 16h. É o reencontro do time alviceleste com o adversário indigesto de Ponta Grossa após a perda do título do Campeonato Paranaense e a eliminação na Copa do Brasil, ambas nos pênaltis.

Allan Aal reconheceu que a partida não será fácil, mas disse que é “muito palpável a gente vencer”. “É dar confiança para os atletas, trabalhar, ter a humildade de ouvir aquilo que a gente tiver que ouvir e já se preparar para esse desafio.”

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