Sob pressão. É assim que o Londrina iniciará a Série B do Campeonato Brasileiro após a eliminação na Copa do Brasil para o Operário, em pleno estádio do Café, na última terça-feira (17), com derrota por 1 a 0. Foi o primeiro revés da equipe em 2026, mas suficiente para ampliar os questionamentos sobre o rendimento do time em confrontos de maior exigência.

A estreia do time na segunda divisão nacional será domingo (22), às 20h, diante do Novorizontino, atual vice-campeão paulista, em Novo Horizonte (SP).

O início de temporada foi animador, com vitórias sobre adversários de menor expressão. O único triunfo diante de um rival de divisão superior ocorreu logo no primeiro jogo do ano, quando o Londrina fez 2 a 0 no Operário, ainda no ritmo lento da pré-temporada. Depois, vieram os resultados contra Azuriz, Galo Maringá, Andraus, além de empates com o aspirante do Coritiba e com o Cianorte. A equipe encerrou a primeira fase do Estadual invicta, com o melhor ataque e a melhor defesa.

O cenário começou a mudar quando o nível dos confrontos subiu e, principalmente, quando a pressão das semanas decisivas aumentou. Contra o São Joseense, nas quartas de final do Paranaense, o LEC avançou apenas nos pênaltis após duas atuações irregulares. Na semifinal, empatou em 2 a 2 com o Athletico no Café e passou a conviver com dúvidas sobre a capacidade de resposta em jogos mais pesados.

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A reação veio parcialmente na Arena da Baixada. O Londrina venceu por 1 a 0, segurou o Furacão ,que utilizou vários titulares no segundo tempo, e convenceu ao assegurar a vaga na final. A expectativa cresceu, sobretudo porque os times do interior haviam eliminado os grandes da capital.

Antes da decisão estadual, porém, o time expôs novas limitações ao estrear na Copa do Brasil diante do modesto Penedense-AL. A vitória por 1 a 0 foi considerada “para o gasto”, com poucas chances criadas e um pênalti contestado. Foi também o último gol do Londrina até agora.

Na final do Paranaense, o LEC mostrou pouca inspiração nos dois jogos. Em Ponta Grossa, segurou o Operário no 0 a 0. No Café, perdeu oportunidades claras de ser campeão, repetiu o placar e caiu nos pênaltis, em noite marcada pela cobrança muito criticada de Iago Teles e por outra defesa de Vágner diante de André Luiz.

Sem resposta e sem gols

A equipe viajou para Manaus em busca de reação, mas novamente não mostrou força ofensiva. Empatou por 0 a 0 e avançou graças a duas defesas de Kozlinski em pênaltis: uma no tempo normal e outra nas disputas. A classificação levou o LEC a reencontrar o Operário na 4ª fase.

Na terça (17), a fase ruim se confirmou. Mais um jogo sem marcar, nova atuação travada, e agora derrota para o rival durante os 90 minutos, novamente no Café. No último lance, Bruno Santos teve a chance de empatar, mas bateu pênalti nas mãos de Vágner, que encaixou, como em um exercício de aquecimento. Coube ao Londrina confirmar o pior clima possível para o início da Série B.

“Mais uma vez, a gente já vem, em vários jogos, tendo chances e não concretizando. Não tem o que fazer, a responsabilidade é de todos. A Série B já está aí, é um campeonato perigoso”, desabafou o volante Lucas Marques, um dos líderes do elenco. "Tivemos o pênalti, tivemos a chance. Exageramos nos cruzamentos, nos perdemos depois de sofrermos o gol", lamentou o camisa 8.

O centroavante Gilberto, contratado para ser referência técnica, também reconheceu o momento delicado. “Nós temos que focar porque domingo já temos o próximo jogo. É claro que a torcida está chateada com a gente em um momento difícil. Vamos nos unir ainda mais para nos ajudarmos. Precisamos ter foco no domingo”, destacou o veterano, que fez apenas seu segundo jogo como titular do Londrina diante do Operário.

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