O goleiro Vágner, do Operário, voltou a ser decisivo contra o Londrina na noite de terça-feira (17). Depois de defender o pênalti cobrado por Bruno Santos no último lance do jogo, garantindo a classificação da equipe pela 4ª fase da Copa do Brasil, o experiente arqueiro de 39 anos chamou atenção também pela sinceridade na entrevista pós-jogo, no estádio do Café.

Visivelmente incomodado com as condições do gramado, Vágner não poupou críticas. “As autoridades têm que tomar medidas cabíveis porque é impossível fazer um bom jogo de futebol assim. Perdem os jogadores, perde o público, todo mundo perde. Isso aqui é praticamente um pasto. Mas estamos vindo de uma boa sequência de jogos, então estamos calejados com isso”, disparou.

Apesar das críticas, o goleiro demonstrou satisfação pelo desempenho pessoal. Natural de Araruna, a cerca de 190 km de Londrina, ele se define como “pé-vermelho” e manteve a boa fase justamente diante do LEC, rival contra quem também se destacou na final do Campeonato Paranaense, quando defendeu as cobranças de Iago Teles e André Luiz.

“Pude colaborar, ajudar os meus companheiros. Preciso ter frieza. Trabalho muito com o preparador de goleiros. Joguei muito tempo fora, tive essa experiência também, mas esses caras são incríveis”, afirmou. Vágner assumiu a titularidade no início do Estadual, após Elias perder espaço.

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O goleiro ainda lembrou sua relação antiga com Londrina. “Comecei pequenininho, joguei sub-10 pelo Campo Mourão. Fiz minha estreia profissional contra o Londrina, pelo Athletico Paranaense, no VGD. Sou daqui, sou pé-vermelho, estou muito feliz com isso”, completou.

Revelado pelas categorias de base do Athletico Paranaense, o carrasco do Londrina passou pelo Desportivo Brasil-SP em 2009. No mesmo ano, deixou o país para construir uma longa carreira no futebol europeu.

Jogou pelo Estoril, de Portugal, onde permaneceu por seis temporadas. Depois, transferiu-se para o Mouscron, da Romênia, retornando posteriormente a Portugal para defender o Boavista.

A sequência da carreira levou o goleiro ao Qarabag, do Azerbaijão. Mais tarde, voltou novamente ao futebol português, atuando por Nacional e Torreense, onde permaneceu até 2025. Após 15 anos no exterior, Vágner retornou ao Brasil para defender o Operário.

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