Seminário debate milho safrinha
Evento nacional reúne cadeia produtiva em Londrina, com o objetivo de aproximar pesquisadores, ATER, produtores e empresas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de setembro de 2025
Evento nacional reúne cadeia produtiva em Londrina, com o objetivo de aproximar pesquisadores, ATER, produtores e empresas
Da Redação 

Com 141 trabalhos técnicos inscritos, recorde de todas as edições, o 18° Seminário Nacional do Milho Safrinha ganha destaque pela busca de inovação e promete apontar caminhos para amenizar os desafios enfrentados pelo setor, desde o uso de bioinsumos da lavoura até as relações internacionais que interferem diretamente na formação dos preços.
O evento, realizado a cada dois anos, é considerado o principal encontro de especialistas em torno da cadeia do cereal e vai abordar temas inovadores e tecnologias para o cultivo, sanidade do milho, manejo conservacionista do solo e água, bioinsumos, além da rentabilidade no mercado do milho.
Serão três dias de evento, a partir desta terça-feira, 9 de setembro, no Parque Ney Braga Eventos, com a expectativa de 600 participantes.
De acordo com o presidente da comissão organizadora do seminário, engenheiro agrônomo e pesquisador do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento do Paraná), Ivan Bordin, os resumos inscritos foram validados e aprovados por um comitê técnico. Segundo ele, é a primeira vez que o seminário atinge esse número, o que representa o interesse da comunidade científica nos temas e a confiança neste tradicional evento, que é promovido pela ABMS (Associação Brasileira de Milho e Sorgo).
Bordin explicou que serão apresentados trabalhos interessantes, especialmente voltados ao combate às doenças e insetos que atacam a cultura do milho. “Esses resumos evidenciam oito eixos temáticos dentro da cultura do milho safrinha, e no último dia do evento voltado à sanidade”, pontuou o pesquisador.
Um dos maiores problemas sanitários na cultura do milho, o complexo de enfezamentos causado por molicutes e viroses, apontado por pesquisadores e produtores como um dos fatores que reduziram a produtividade do cereal no estado do Paraná na segunda safra de 2024, será tema da 1ª Reunião Brasileira em Sanidade de Milho, que ocorrerá durante o XVIII Seminário Nacional de Milho Safrinha.
Dentre as estratégias para o manejo do complexo do enfezamento, destaca-se o uso de híbridos com maior tolerância, sendo essa a estratégia mais eficiente; a eliminação de plantas espontâneas, o milho tiguera; sincronização do período de semeadura do milho ao nível de propriedade rural e regiões; e tratamento de sementes com inseticidas, controle com inseticidas sintéticos e biológicos via pulverizações nos estágios iniciais do desenvolvimento da planta.
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O Paraná é pioneiro no cultivo do milho safrinha, que alcançou destaque em todo o país, pela inovação temporal no período de semeadura, aproveitando a fertilização residual do solo no cultivo anterior, no caso, a soja. Segundo o engenheiro agrônomo Adriano Custódio, também pesquisador junto ao IDR-Paraná e representante da ABMS e Associação de Engenheiros Agrônomos de Londrina, que integra a comissão organizadora, “Londrina tem o melhor ambiente no país para promover os avanços inovadores necessários deste tema, fazer a integração de todo a cadeia envolvida, discutir os problemas e gargalos tecnológicos para juntos superarmos os desafios, para produzir mais e melhor, levando desenvolvimento e rentabilidade para o produtor rural”.
SERVIÇO
XVIII Seminário Macional de Milho Safrinha
Parque Governador Ney Braga Eventos
Dias: 9, 10 e 11 de setembro, das 8h às 18h




