Representantes do governo brasileiro se reuniram nesta quarta-feira (13) com autoridades da União Europeia para avançar nas negociações sobre a decisão do bloco de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano. A medida passa a valer a partir de 3 de setembro de 2026.

Foram realizadas duas reuniões. Em Bruxelas, o chefe da delegação brasileira junto à UE, embaixador Pedro Miguel da Cosa e Silva, acompanhado do adido agrícola do Ministério da Agricultura, Nilton Morais, se reuniu com a Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar (DG Sante), da Comissão Europeia. Em Brasília, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, participou de encontro com a embaixadora da UE no Brasil, Marian Schuegraf.

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Durante as reuniões, ficou definido que o Brasil enviará, em até 10 dias, informações adicionais para atender às exigências da autoridade sanitária europeia sobre o uso de antimicrobianos em toda a cadeia de proteína animal. Também foi estabelecido que a análise será feita de forma individualizada por produto, incluindo carnes bovina e de aves, mel e ovos.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o país cumprirá o prazo acordado. Segundo ele, o Brasil possui um sistema consolidado de defesa agropecuária e mantém relações comerciais com a União Europeia há mais de quatro décadas.

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