Vamos esclarecer agora essa confusão antes que você continue sendo aquele profissional exemplar que todos admiram, e ninguém promove.

Eficiência. O que é? É fazer bem feito: menos tempo, menos dinheiro, menos energia para produzir mais etc. É dividir o que você obteve pelos recursos investidos. Ser eficiente é dominar a arte sublime de otimizar o “como”. Lindo! Pena que não paga as contas.

Eficácia. Para começar, não é sinônimo de eficiência. Definitivamente.

Eficaz é aquele ou aquilo que faz o que precisa ser feito. É acertar o alvo que realmente importa. Resultado alcançado versus objetivo traçado. É a ciência de escolher “o quê” e “para quê”. Menos poético, sim! Porém, mais rentável.

Pense nisso: “De que adianta escalar a montanha mais rápido se esta é a montanha errada?” Mas aqui estamos nós, orgulhosos da nossa velocidade enquanto subimos o morro totalmente inútil.

Observe o gerente que reduz o tempo de produção em 30% de um produto que vem perdendo mercado há dois anos. Eficiente? Como um relógio suíço. Eficaz? Como um guarda-chuva feito de sal.

Ou aquela equipe que automatiza relatórios semanais que ninguém lê. Otimizaram o processo! Reduziram custos! Aplausos! Só esqueceram de perguntar se aquilo importava para alguém, além do próprio ego.

Baltasar Graciàn tinha razão quando disse: "Alguns querem mostrar que sabem, quando deveriam mostrar que entendem."

A verdade contida nestes dois conceitos de máxima importância? Eficiência sem eficácia é desperdício sofisticado. É fazer rápido o que não deveria ou não precisaria ser feito. É o oposto de estratégia disfarçado de produtividade.

Portanto, a tudo o que você se propuser a fazer doravante, pergunte-se: “Estou otimizando processos ou apenas polindo o Titanic enquanto afunda?”

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