Aristóteles dizia que a excelência é um hábito, não um ato. Einstein complementaria: "A insanidade é fazer a mesma coisa esperando resultados diferentes." Pois bem, meus caros trapezistas e equilibristas corporativos, vocês andam pelo fio da navalha achando que sempre haverá uma rede de segurança embaixo?

O trapezista novato é como o trainee mimado: erra, cai na rede, toma um cafezinho e tenta de novo.

- "Ops, mandei o e-mail errado!" Relaxa, o gestor corrige.

- "Errei o budget!" Tranquilo, a controladoria ajusta.

Mas eis que chega o glorioso dia em que você vira o próprio espetáculo, e descobre que tiraram a sua rede enquanto você piscava.

A verdade dura e ferina que ninguém conta no happy hour: a vida adulta corporativa é um circo sem ensaio geral. Quando você finalmente domina o duplo mortal carpado da gestão, percebe que está sozinho lá em cima, com a plateia, digo: acionistas, clientes, equipe, esperando o show. E não, não tem replay.

O mais irônico? Passamos anos treinando com rede para atuar sem ela. É como aprender a nadar no raso para depois ser jogado no oceano. A Física Quântica corporativa é simples: quanto mais alto você sobe, menor fica a rede, até ela virar uma lembrança nostálgica.

Mas eis aqui o ponto: a maestria real surge justamente quando a rede desaparece. É o medo da queda que nos transforma em verdadeiros artistas do trapézio corporativo, pois, nada inspira excelência como a certeza de que, desta vez, o tombo é pra valer.

Então, querido trapezista de escritório, celebre o dia em que tirarem a sua rede. É quando você deixa de treinar... e começa a voar.

mockup