Quando a rede some, o show começa
A Física Quântica corporativa é simples: quanto mais alto você sobe, menor fica a rede de segurança
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segunda-feira, 24 de novembro de 2025
A Física Quântica corporativa é simples: quanto mais alto você sobe, menor fica a rede de segurança
Aristóteles dizia que a excelência é um hábito, não um ato. Einstein complementaria: "A insanidade é fazer a mesma coisa esperando resultados diferentes." Pois bem, meus caros trapezistas e equilibristas corporativos, vocês andam pelo fio da navalha achando que sempre haverá uma rede de segurança embaixo?
O trapezista novato é como o trainee mimado: erra, cai na rede, toma um cafezinho e tenta de novo.
- "Ops, mandei o e-mail errado!" Relaxa, o gestor corrige.
- "Errei o budget!" Tranquilo, a controladoria ajusta.
Mas eis que chega o glorioso dia em que você vira o próprio espetáculo, e descobre que tiraram a sua rede enquanto você piscava.
A verdade dura e ferina que ninguém conta no happy hour: a vida adulta corporativa é um circo sem ensaio geral. Quando você finalmente domina o duplo mortal carpado da gestão, percebe que está sozinho lá em cima, com a plateia, digo: acionistas, clientes, equipe, esperando o show. E não, não tem replay.
O mais irônico? Passamos anos treinando com rede para atuar sem ela. É como aprender a nadar no raso para depois ser jogado no oceano. A Física Quântica corporativa é simples: quanto mais alto você sobe, menor fica a rede, até ela virar uma lembrança nostálgica.
Mas eis aqui o ponto: a maestria real surge justamente quando a rede desaparece. É o medo da queda que nos transforma em verdadeiros artistas do trapézio corporativo, pois, nada inspira excelência como a certeza de que, desta vez, o tombo é pra valer.
Então, querido trapezista de escritório, celebre o dia em que tirarem a sua rede. É quando você deixa de treinar... e começa a voar.


Abraham Shapiro
Coach e escritor.



