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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 01/03/2022, 17:19

Trabalhadores do transporte coletivo cruzam os braços em Londrina

Categoria cobra pagamentos do PPR e do vale alimentação, que deveriam ter sido depositados na segunda-feira

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de março de 2022

Pedro Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Pedro Marconi - Grupo Folha
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O transporte coletivo em Londrina amanheceu totalmente paralisado nesta terça-feira (1º). Os trabalhadores cruzaram os braços após não receberem das empresas o PPR (Programa de Participação de Resultados) referente a 2021 e nem os R$ 300 do vale alimentação, correspondente a R$ 50 no período de julho a dezembro do ano passado. Os valores deveriam ter sido depositados até o final da segunda-feira (28), no entanto, isso não aconteceu.

Trabalhadores estão em frente às garagens das empresas Trabalhadores estão em frente às garagens das empresas
Trabalhadores estão em frente às garagens das empresas |  Foto: Fotos: Pedro Marconi - Grupo Folha
 

Desde o final da madrugada, motoristas e demais funcionários estão concentrados nas portas das garagens e prometem seguir com a paralisação até que os pagamentos sejam feitos. Segundo o sindicato que representa a categoria, o ato foi um movimento iniciado pelos próprios trabalhadores e não pela entidade. 

“Se fosse pelo sindicato teria que saber com antecedência se o poder público ia repassar ou não o dinheiro para as empresas. Tinha que fazer publicação em jornal da grande circulação chamando a assembleia, comunicar as empresas, prefeitura e população do resultado. Os trabalhadores estão muito descontentes com o que está acontecendo nos últimos dois anos. Total descanso da prefeitura e das empresas”, afirmou José Faleiros, presidente do Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina).

Faleiros afirmou que a paralisação continua nesta quarta-feira (2). Ele ressaltou que os trabalhadores do transporte coletivo permanecerão parados até que o imbróglio seja resolvido e o pagamento das reivindicações seja feito. 

LEIA TAMBÉM: Passageiros procuram meios alternativos para chegar aos destinos

Na segunda-feira (28), representantes do Sinttrol, TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina), Londrisul e CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo) se reuniram na sede da companhia para tentar resolver o impasse. Foram várias horas de negociação, porém, sem um desfecho positivo. As empresas que operam o sistema alegam que não têm recursos suficientes para fazer os pagamentos.

PREFEITURA

Por meio de nota, o município disse que propôs uma alternativa para atender à reivindicação do sindicato na reunião, no entanto, a sugestão não foi aceita pelas concessionárias que operam o sistema. Faleiros relatou que a sugestão do poder público foi de que as empresas pagassem o PPR e ticket alimentação a partir dos recursos recebidos com o custeio autorizado pela lei aprovada em janeiro, que está subsidiando parte da tarifa para que fique em R$ 4.

Terminal central de Londrina vazio nesta manhã de terça-feira Terminal central de Londrina vazio nesta manhã de terça-feira
Terminal central de Londrina vazio nesta manhã de terça-feira |  Foto: Pedro Marconi - Grupo Folha
 

O presidente do sindicato ainda lembrou que a TCGL e a Londrisul receberam quase R$ 22 milhões no ano passado da prefeitura, montante que representa as perdas com a diminuição no volume de passageiros em razão da pandemia em 2020. “Receberam esse valor, além dos repasses de custeio de parte da tarifa, e dizem que não têm R$ 1,9 milhão para pagar o PPR e o ticket”, reclamou.

NOTIFICAÇÃO

No texto enviado à imprensa, a prefeitura ressaltou “que os salários e o vale refeição da categoria estão em dia, inclusive, com os aumentos concedidos a partir de 1º de janeiro de 2022 (9% no salário, além do acréscimo de R$ 75 no ticket)”. Também informou que a “CMTU está notificando as empresas, tendo em vista a essencialidade do transporte público coletivo, para que a operação do serviço seja retomada, visando não afetar os trabalhadores e a população que dependem deste meio de transporte.”

O QUE DIZEM AS EMPRESAS

Questionada pela reportagem sobre a paralisação, a assessoria da TCGL enviou um documento em que dá a entender que está aguardando o reequilíbrio econômico-financeiro do ano passado. No ofício, encaminhado ao município e ao sindicato em fevereiro, a empresa pergunta o cronograma para pagamento das perdas ao longo de 2021. A FOLHA aguarda o retorno do advogado da Londrisul. (Colaboraram Simoni Saris e  Vítor Ogawa)

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