Reforma no Terminal Central avança com interdição da plataforma F
Com aditivos de prazo e recurso, obra está 70% concluída e custará R$ 1,2 milhão; serviço deve ser finalizado em dezembro
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segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Com aditivos de prazo e recurso, obra está 70% concluída e custará R$ 1,2 milhão; serviço deve ser finalizado em dezembro

Foi iniciada, nesta segunda-feira (14), mais uma etapa da reforma de recuperação estrutural do Terminal Urbano Central de Londrina, contemplando a plataforma F, no piso superior. Assim como nas outras, o objetivo é reparar pontos onde há infiltrações e corrosões, trazendo segurança e conforto aos usuários e trabalhadores do local, principalmente em dias de chuva. As linhas foram remanejadas para a plataforma E, onde permanecerão pelos 30 dias previstos para a intervenção. Esta fase coloca a obra geral, iniciada em agosto do ano passado com previsão inicial de conclusão em cinco meses, mais próxima da finalização concreta, em dezembro. O percentual executado é de aproximadamente 70%.
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Quando concluída, a reforma terá abrangido parte do piso do pavimento superior, a área administrativa, as marquises e a estrutura de contenção do Terminal Central. O foco principal é o reforço e reparo estrutural em concreto armado, além da recuperação de juntas de dilatação e impermeabilização. Cinco plataformas foram contempladas até o momento, sendo que mais duas também serão atendidas - são 11 no total.
A plataforma E foi liberada nesta segunda após pouco mais de um mês de interdição. As linhas atendidas pela plataforma F, agora bloqueada por ao menos 30 dias, foram realocadas para a E, sendo: 108 Albatroz, 200 Vila Brasil, 201 Califórnia, 221 Limoeiro, 231 Pequena Londres e 408 Vila Recreio.
Já a plataforma B, no piso inferior, está com a passagem impedida há cerca de 25 dias, com a promoção do reforço das vigas e pilares. No momento, as linhas foram remanejadas para a plataforma A, no mesmo pavimento. O serviço deve ser concluído em 5 de outubro.

Aditivos de prazo e valor
Os trabalhos de recuperação estrutural foram iniciados pela terceirizada vencedora da licitação em agosto do ano passado, com prazo de conclusão em 150 dias - cinco meses, ou seja, janeiro deste ano. O investimento estabelecido foi de R$ 1.098.800,00, recurso oriundo de um contrato de repasse firmado pelo Município junto à Caixa Econômica Federal.
O aditivo do valor total, no momento em R$ 1.281.195,56, se deu junto da prorrogação do prazo inicial da reforma, “necessária por conta de divergências nos quantitativos de alguns serviços e outros inicialmente não previstos na estrutura de contenção do Terminal, no chamado caixão perdido”, conforme a Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação.
Um caixote de concreto de 300 metros quadrados teve que ser impermeabilizado, o que não estava previsto no planejamento. Em outubro de 2025, também foi definida a necessidade de alteração no projeto de impermeabilização das marquises.
Conclusão em dezembro
“Como se trata de uma obra financiada pela Caixa, em dezembro de 2025 a documentação foi encaminhada ao banco, sendo que posteriormente, a pedido da própria instituição, também foram anexados novos documentos. Só em 11 de março de 2026 a Caixa autorizou a continuidade do processo e, em razão dos procedimentos internos da própria instituição e da Prefeitura, o aditivo só foi efetivamente publicado em 30 de abril”, informou a Secretaria.
“Todo esse histórico pesou para o andamento da obra”, que se encontra em 70% de execução nesta segunda. “Outro motivo é a limitação do tempo de trabalho nas plataformas pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), já que o Terminal segue sendo utilizado diariamente por milhares de usuários”. O prazo para finalização dos serviços é 5 de dezembro.
Mais conforto
Aberto 24 horas por dia, de domingo a domingo, o Terminal Central recebe cerca de 44 mil passageiros diariamente. Dilmar Souza, auxiliar de uma empresa de café, é um deles, sempre chegando na estação de ônibus pela linha 201 Califórnia, recém-remanejada da plataforma F para E.
Ele disse que percebeu melhorias recentes na estrutura do Terminal como um todo. “Senti uma diferença na acomodação das pessoas. Chegar e ter um espaço para ficar esperando sentado, porque às vezes pode ter algum atraso e as pessoas ficam muito tempo em pé, principalmente as mais idosas ou com alguma deficiência, então é necessário que tenha uns banquinhos para a pessoa ficar mais tranquila”, considerou.
Souza disse ainda que quando trabalha no turno da noite e chega ao local pela manhã, principalmente em dias de chuva, também aprecia a cobertura proporcionada pela marquise.

Já Silviane Ferreira é usuária frequente do Terminal Oeste, aguardando a linha 108 Albatroz na estação central, nesta segunda, porque iria para a casa de uma amiga. Ela não estava ciente da mudança na plataforma F, fazendo uso de um aplicativo de mapeamento para se situar. “Eu vi as máquinas e pensei que precisa de uma melhoria, sim, porque é para todos, não só para os ônibus, mas também para os passageiros”. Completou dizendo que a intervenção leva ao “desenvolvimento da cidade, da população e de todo o contexto municipal”.



Heloísa Gonçalves
Repórter com atuação em Educação, Saúde e Cidades.




