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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 04/04/2022, 10:10

Reforma do Centro Comunitário da Vila Nova deve sair do papel

Projeto de reconstrução é estimado em mais de R$ 1,8 milhão; edital de licitação está previsto para ser lançado até abril

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de abril de 2022

Micaela Orikasa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Micaela Orikasa - Grupo Folha
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Um dos espaços que está na memória afetiva de todos que moram ou já viveram na Vila Nova, na região central de Londrina, é o Centro Comunitário, no encontro das ruas Itajaí e Mem de Sá. Como o bairro foi um dos primeiros a surgir na cidade, o local sempre foi uma referência de lazer para a comunidade e também de serviços públicos.  

“Falar desse centro para mim é muito importante. Já funcionou uma escolinha, onde minha neta estudou. A quadra sempre existiu e vivia cheia de crianças dia e noite. Também já teve um posto de saúde. Lembro bem que eu e meus filhos sempre nos consultávamos ou tomávamos vacina ali”, lembra Matilde Costa Resende, que vive em frente ao Centro Comunitário há mais de 40 anos.  

Centro comunitário ocupa uma área de 5,2 mil metros quadrados Centro comunitário ocupa uma área de 5,2 mil metros quadrados
Centro comunitário ocupa uma área de 5,2 mil metros quadrados |  Foto: Micaela Orikasa - Grupo Folha
 

Durante muito tempo, a moradora também atuou como voluntária na Capela Mortuária, uma das últimas utilizações do espaço. “Esse lugar nunca esteve abandonado como nos últimos anos. O mato começou a crescer, a estrutura já não recebia nenhuma reforma e moradores de rua e usuários de drogas começaram a frequentar”, lamenta.  

Associação de moradores  avisa que assumirá o espaço somente após a reforma Associação de moradores  avisa que assumirá o espaço somente após a reforma
Associação de moradores avisa que assumirá o espaço somente após a reforma |  Foto: Micaela Orikasa - Grupo Folha
 

Em abril de 2021, um incêndio destruiu parte do imóvel. O fogo atingiu parte da capela mortuária e só foi controlado com a chegada do Corpo de Bombeiros. A ocorrência foi um alerta sobre a situação de abandono e gerou ainda mais preocupação entre a vizinhança, que cobravam uma solução para o espaço, que ocupa uma área de 5,2 mil metros quadrados. 

O imóvel que vinha sendo utilizado pela Associação de Moradores desde 1997 foi retomado pela Prefeitura de Londrina em 2021 e desde então, a destinação do local vem sendo discutida entre as partes. 

PRAÇA ABERTA 

Após inúmeras reuniões, a proposta para o Centro Comunitário finalmente deve sair do papel. De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Marcelo Canhada, o projeto está pronto e em fase de orçamento. “Acredito que até o início de abril vamos licitar essa obra, que deve custar R$ 1,8 milhão e envolve a duplicação da rua Itajaí, no trecho entre as ruas Tietê e Araguaia”, afirma. 

A duplicação deve custar R$ 650 mil ao município e ambos projetos são da secretaria municipal de Obras e Pavimentação. “A Vila Nova é um bairro tradicional, o segundo mais antigo de Londrina e o local é a única área de lazer que os moradores dispõem. Quando pegou fogo, assumimos o compromisso de revitalizar o local e vamos aproveitar também para terminar a duplicação da Itajaí, que é uma reinvindicação antiga naquela região”, comenta Canhada. 

O projeto contempla academia ao ar livre, quadra de esportes com alambrado, capela, duas quadras de areia, parquinho, campo de bocha, iluminação LED, calçada com acessibilidade, sala para atividades comunitárias, entre outras melhorias. “A reconstrução será parcial, isto é, vamos demolir alguns espaços e aproveitar outros para atividades socioculturais. Também vamos derrubar os muros e as cercas, no conceito de praça aberta, como foi feito no jardim Maria Cecília, na zona norte”, detalha. 

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES

O presidente da Associação de Moradores da Vila Nova, Amarildo Vieira Martins, conta que participou ativamente nas discussões sobre o projeto.” A Vila Nova ficou muito tempo abandonada. Nunca tivemos uma grande obra do município e agora estamos tendo esse apoio”, comenta. 

O novo centro comunitário ficará sob os cuidados da Associação de Moradores em parceria com a FEL (Fundação de Esportes de Londrina). “Não queremos assumir o espaço enquanto não for feita a reforma”, salienta Martins. 

Para Resende, que guarda boas lembranças do espaço, a notícia é um misto de alegria e expectativa. “Se ficar desse jeito que estão falando, vai ser ótimo. A comunidade vai voltar a usar esse espaço e ajudar a cuidar, com certeza. Porque esse é um dever nosso também”, diz. 

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