Provopar troca de entidades e 104 funcionários deixam o emprego nesta sexta
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

A atual gestão do Provopar entrega nesta sexta-feira (31) as 12 unidades de serviço social em que atuava e demite 104 funcionários com o fim da atual gestão. As entidades que assumirão os serviços começam a atuar na segunda-feira (3), segundo o N.Com (Núcleo de Comunicação) da Prefeitura de Londrina.
A troca de comando foi uma exigência da Justiça depois que a Prefeitura de Londrina buscou, na Vara da infância e Juventude, uma medida judicial que desse suporte aos repasses para a manutenção dos serviços prestados. A medida era uma garantia perante a certidão negativa obtida pela entidade, em razão da má aplicação de R$ 910 mil liberados para a manutenção de projetos assistenciais.
LEIA MAIS: Município tenta medida judicial para garantir segurança nos repasses ao Provopar
A atual gestão era responsável por onze unidades do Viva a Vida e uma do Economia Solidária, cuja gestão termina nesta sexta. Assumem na segunda-feira o Viva a Vida a Epesmel (Escola Social e Profissional do Menor de Londrina), a Associação Guarda Mirim, o Instituto Eurobase e o Cepas (Centro Esperança Por Amor Social). A Economia Solidária ficará sob responsabilidade da Pequenas Missões para os Surdos. "Nós começamos a transição com as entidades na segunda-feira (27), conta o presidente do Provopar, Fernando Henrique Ortiz. De acordo com ele, o Provopar volta a trabalhar exclusivamente com voluntariado, como era na fundação da entidade. "Nós vamos voltar às origens."
LEIA TAMBÉM: Após suspensão de convênios, Provopar demite mais de cem
Com o encerramento da gestão, serão demitidos os servidores que atuam na parte administrativa, na parte de pedagogia, assistência social, educadores, auxiliares de coordenação, educadores, motoristas e manutenção. Ele não quis comentar o fim do contrato. "É difícil responder por más gestões anteriores. Quem pagou por isso fomos nós e as crianças. Saímos com a sensação de dever cumprido, mas poderíamos fazer muito mais", diz Ortiz.


