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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 24/05/2022, 16:58

Projeto em Londrina visa saúde mental dentro e fora da sala de aula

Programa Vida busca fortalecimento de vínculos e autoconhecimento das crianças da rede municipal por meio de rodas de conversa

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de março de 2022

Pedro Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Divulgação - SME
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Escola é lugar de aprendizado e crescimento intelectual, mas também pode ser de autoconhecimento e cuidado com a saúde mental. Esses são alguns dos objetivos do Programa Vida, implementado na rede municipal de Educação de Londrina. O projeto tem pilares que resumem sua essência e nome: valores, inclusão, desenvolvimento humano e afetividade. A iniciativa é pautada na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e agrega conceitos da Justiça Restaurativa. 

“Temos um caderno do professor que traz todas as orientações. A cada 15 dias ele dedica uma aula para um tema proposto no caderno. Alegria, por exemplo, os alunos assistem um vídeo que trata esse tema e terminando é feito um círculo com as crianças. Nesse tempo vai trabalhando o diálogo. Cada um terá seu momento de responder. Pensando na alegria, é questionado se a criança é feliz, se percebe as pessoas felizes em casa, quando vê algum amigo triste o que pode ser feito para ele ficar feliz”, explicou Carla Cordeiro, uma das responsáveis pelo projeto. 

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|  Foto: Divulgação - SME
 

O programa acontece durante todo o ano letivo e abrange os alunos do P4 até o quinto ano do ensino fundamental. Neste ano serão desenvolvidos 20 temas. “Na semana seguinte (ao círculo de conversa) o professor manda para as crianças uma atividade com o mesmo tema para casa. Teve muito envolvimento com as famílias na época das aulas remotas e não gostaríamos de perder isso”, destacou. 

HISTÓRICO 

O Vida surgiu inicialmente com a formação de alguns servidores da secretaria municipal de Educação, coordenadores pedagógicos, diretores e professores. Uma escola serviu como piloto e de maneira concomitante foram realizados círculos de diálogo na rede municipal. O projeto foi tomando forma e foi implementando oficialmente no final de 2019, também pensando na saúde mental dos educadores. 

A partir de 2020, com a chegada da pandemia de coronavírus e suspensão das aulas presenciais, o programa se tornou remoto, com vídeos produzidos pela assessoria pedagógica da secretaria sendo encaminhados semanalmente às crianças e suas famílias. “A escola é um ambiente que trata o ser integral na vida. Isso transforma o ambiente escolar num lugar seguro, onde um pode contar com o outro e apreender com a vivência do outro. A criação de vínculos quebra barreiras." 

No ano passado a ideia foi integrada ao Projeto Político Pedagógico das 87 escolas, 33 CMEIs (Centro Municipal de Educação Infantil) e alguns CEIs (Centro Educacional Infantil) da cidade. “O programa é um suporte para a criança saber lidar com situações do dia a dia. É preventivo”, valorizou. 

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LÚDICO 

A iniciativa passou a contar com fantoches – Vidinha, Kiko e Serena – que representam os próprios alunos e fazem com que as atividades também sejam lúdicas. “Os bonecos foram criados a partir do momento que percebemos que precisávamos ter um atrativo maior nos vídeos. Os bonecos são uma atração, fazem visitas nas escolas e é uma forma de interagir. Eles criaram identidade e ‘vivem’ situações do dia a dia igual as crianças”, pontuou a professora. Os fantoches ganharam até perfil no Instagram (@Vidinhaesuaturma). 

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|  Foto: Divulgação - SME
 

ENCAMINHAMENTOS 

Durante as conversas tendo como ponto de partida os assuntos propostos, caso o professor note uma demanda que chama atenção em relação a algum aluno, o caso é repassado para a equipe gestora da escola, que vai dar os encaminhamentos necessários, como o professor mediador, rede de apoio ou até mesmo o Cras (Centro de Referência da Assistência Social). Os psicólogos contratados recentemente pelo município também deverão ajudar no Vida.  

Um levantamento realizado recentemente pela consultoria Vozes da Educação em parceria com a Fundação Lemann citou o programa londrinense positivamente numa avaliação que também analisou outras 22 iniciativas de oito países. “ É um projeto que nasceu na rede para rede e pode ser copiado em todo País”, comentou Maria Tereza Paschoal de Moraes, secretária municipal de Educação. 

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