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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 19/07/2022, 17:13

Prefeitura negocia com empresa responsável pela obra da maternidade

Município não descarta conceder reequilíbrio financeiro no contrato para acalmar os ânimos da construtora, que pediu rescisão de contrato

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de julho de 2022

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha
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A Prefeitura de Londrina está estudando a possibilidade de conceder um reequilíbrio financeiro no contrato com a construtora responsável pela reforma da Maternidade Municipal Lucilla Ballalai, na região central. Seria uma forma de acalmar os ânimos da empresa, que pediu a rescisão do acordo na semana passada. 

Segundo o ofício obtido pela FOLHA, os representantes da Tekenge Engenharia reclamaram do atraso da obra, que deveria ser feita em 120 dias e entregue em outubro de 2020. Eles colocaram a culpa pela demora no poder público, que teria liberado "pequenas frentes de trabalho, o que aumentou os custos diretos e gerou prejuízo significativo". 

De acordo com o secretário municipal de Obras, João Verçosa, o impasse não está totalmente superado. "Estamos em negociação com a empreiteira. Nos próximos dias, vamos tentar achar uma saída. Entendemos que é possível revisar o contrato, até pelo tempo de execução", explicou. 

Para Verçosa, a rescisão seria a pior escolha. "É inviável. Imagina só um novo processo pra escolher outra empresa, sendo que o serviço, apesar de demorado, avançou nos últimos meses. Seria uma dor de cabeça enorme. Tenho certeza de que vamos chegar a um consenso", disse. 

A última medição, feita no mês de maio, mostrou que a reforma atingiu 80%. O acordo prevê o repasse de R$ 6,8 milhões, mas a Tekenge recebeu até agora cerca de R$ 5,5 milhões. 

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COMO VAI FICAR 

O pedido da construtora para rescindir o contrato foi feito no dia 5 de julho. Desde então, a solicitação tramita internamente na prefeitura. Diretores da Secretaria de Saúde explicaram o porquê da obra estar tão atrasada. 

Segundo o documento que a reportagem teve acesso, os representantes justificaram que "o prédio da maternidade não poderia ser desocupado para a execução da reforma. Foram realizadas tratativas com alguns hospitais públicos para que abrigassem o atendimento, mas não obtivemos sucesso". 

A secretaria esclareceu ainda "que surgiram necessidades de serviços que precisaram de aditivos e, uma vez que os trabalhos contam com recursos federais, é necessário que toda a documentação seja encaminhada para análise e aprovação, o que ocasiona um tempo maior de prorrogação". 

Porém, os problemas tidos como "imprevisíveis" são coisa do passado. De acordo os diretores, "já foi possível remanejar os espaços e estão sendo providenciadas a liberação do corredor interno, cozinha, refeitório, consultório e sala de atendimento. Há expectativa de que a partir de agora não existam mais impedimentos", concluíram. 

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