A prefeitura de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) informou nesta sexta-feira (30) que solicitou a abertura de um inquérito policial e abriu um procedimento administrativo disciplinar para apurar a denúncia de que uma professora de um Centro Municipal de Educação Infantil teria dado um sonífero a duas crianças da instituição.

Segundo nota oficial divulgada pela prefeitura, o caso foi denunciado à Secretaria Municipal de Educação por uma professora e pela diretora da unidade, que filmou a ocorrência.

Ainda segundo a nota, assim que tomou conhecimento dos fatos, o prefeito Rafael Cita determinou o imediato afastamento da professora, identificada como L.R.A., ato oficializado através da Portaria 510/26, publicada no Diário Oficial no dia 29/10/2026. O município tem 60 dias para concluir o procedimento administrativo e a educadora continuará recebendo salário neste período. Ela poderá ser exonerada do quadro de servidores.

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Reunião

A Secretaria Municipal de Educação também convocou uma reunião com os pais das crianças que teriam sido afetadas para informá-los e orientá-los a respeito dos procedimentos a serem tomados.

"A Prefeitura de Arapongas ressalta que se trata de uma situação isolada e que todos os procedimentos cabíveis foram adotados com o rigor e a rapidez que o caso requer. A investigação segue sendo acompanhada de perto pelo Município para que tudo seja esclarecido e para que todas as providências sejam tomadas na forma da lei", diz a nota.

Por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, o prefeito Rafael Cita enfatizou que se trata de um caso isolado e que o fato não foi revelado anteriormente devido ao caráter "sigiloso" e para "não criar pânico" na comunidade.

"Nós temos mais de mil profissionais na região, não podemos generalizar. Eu determinei imediatamente o afastamento dela e que fosse registrado um boletim de ocorrência na delegacia, [algo que] já foi feito. Eu lamento muito e estou abismado, mas as providências que me cabem já foram tomadas com muito rigor", concluiu Cita.

Investigação

Procurada pela reportagem, a PCPR (Polícia Civil do Paraná) confirmou que abriu um inquérito para apurar os "crimes de fornecer drogas e de maus-tratos qualificados" contra menores de 14 anos. Segundo a polícia, todas as crianças foram submetidas a exames toxicológicos, e tanto os responsáveis quanto os funcionários foram ouvidos. O caso agora segue sendo investigado.

(atualizado às 18h30)

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