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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 22/03/2022, 16:12

Londrina conta com brinquedos adaptados em três parques públicos

Os parques infantis inclusivos foram instalados em abril de 2021 nas regiões norte, sul e leste; brinquedos precisam de manutenção constante

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de março de 2022

Micaela Orikasa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Micaela Orikasa - Grupo Folha
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Aos poucos, as famílias de crianças com deficiência e neuroatípicas têm observado um movimento de inclusão maior por parte da sociedade e do poder público. Mas ainda há muitos desafios que imperam, principalmente em relação ao preconceito e políticas públicas. 

Em Londrina, nos últimos dias o assunto ganhou holofotes com o relato de uma mãe de criança cadeirante a respeito do direito de brincar da filha de três anos. A cidade conta três parques públicos com brinquedos adaptados, nas regiões norte, sul e leste.  Os espaços foram inaugurados oficialmente em abril de 2021 e todos possuem o mesmo modelo, com área interativa com brinquedos sensoriais,  como painéis com espelho, mola girassol, ábaco e xilofone, além de carrossel, balanço e gangorra para crianças cadeirantes.  

Imagem ilustrativa da imagem Londrina conta com brinquedos adaptados em três parques públicos Imagem ilustrativa da imagem Londrina conta com brinquedos adaptados em três parques públicos
 

SONHO DE IGUALDADE

Para Conceição Aparecida Santos Lopes, coordenadora da Escola de Educação Especial Flávia Cristina, na zona norte, ter parques infantis adaptados é a realização de um sonho de igualdade para as famílias e crianças. “O cabelo movimentando no carrossel, o frio na barriga no ir e vir da gangorra e o sentir do vento no rosto ao balançar, são emoções e sensações que marcam a infância. Como você vai explicar uma emoção dessa para uma criança que não pode vivenciar isso?”, diz.  

Lopes trabalha atualmente com 109 alunos com deficiência intelectual, que normalmente está associada a outras deficiências. “Temos que avançar muito ainda enquanto sociedade. As pessoas ainda não se deram conta que muitas crianças não nasceram com a deficiência, mas que por algum acontecimento passaram a viver com limitações. Isso se aplica à vida adulta e a todos nós. Vai chegar em um momento da vida que teremos limitações e vamos esperar empatia, respeito. Além dessa mudança de olhar, todos precisam lutar para cobrar ações do poder público”, destaca.  

MANUTENÇÃO 

A FOLHA percorreu esses endereços para checar o funcionamento dos brinquedos. Na Praça Nishinomiya (leste), em frente ao aeroporto, o espaço dedicado à diversão de crianças com deficiência fica próximo aos demais brinquedos infantis e um dos balanços adaptados foi de iniciativa do vendedor Paulo Deodato, em 2019, com a ajuda da comunidade.

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|  Foto: Micaela Orikasa - Grupo Folha
 

Mas no mesmo mês em que o espaço foi inaugurado, famílias relataram à FOLHA o uso dos brinquedos por parte de outras crianças, causando danos aos equipamentos. O presidente da FEL (Fundação de Esportes de Londrina), Marcelo Oguido, diz que os brinquedos adaptados como balanço, gangorra e carrossel são de uso exclusivo de crianças cadeirantes, mas destaca que essa regra não tem sido respeitada por parte da população.  

“Por várias vezes, recebi denúncias de pais a respeito do descumprimento disso. As crianças escalam os brinquedos em duas, três e os responsáveis não chamam atenção para isso. Esses parques estão bem próximos aos demais equipamentos infantis, só que os brinquedos adaptados sofrem danos quando não utilizados de forma correta”, ressalta.  

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|  Foto: Micaela Orikasa - Grupo Folha
 

No aterro do Lago Igapó, na zona sul, a gangorra está sem uma das grades de proteção e na região norte, na praça do conjunto José Giordano, dois brinquedos estão sem utilização. Na gangorra, faltam as bases para cadeiras de rodas e o balanço não está fixado no chão.  

Na praça do conjunto José Giordano, dois brinquedos estão sem utilização Na praça do conjunto José Giordano, dois brinquedos estão sem utilização
Na praça do conjunto José Giordano, dois brinquedos estão sem utilização |  Foto: Micaela Orikasa - Grupo Folha
  

De acordo com Oguido, a manutenção das academias ao ar livre e dos parques infantis em geral é feita com o apoio da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), que informou através da assessoria de imprensa que não há um cronograma definido porque os trabalhos de apoio à FEL são realizados à medida do possível e gerenciados pela Fundação. Somente no parque da zona norte, a CMTU diz que já foram feitas três manutenções em cinco meses.  

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|  Foto: Micaela Orikasa - Grupo Folha
  

O assessor de Esportes e Eventos da FEL, Sandro Neves, informou que a manutenção dos brinquedos no parque inclusivo da zona norte está prevista no cronograma da pasta, mas sem data para a realização do serviço.

Sobre a instalação de novos parques inclusivos, Oguido diz que a Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) tem um projeto para implantação dentro do Parque Arthur Thomas, mas que o pedido ainda está encaminhando internamente.  

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