Jovem de Santa Amélia participa de Olimpíada de IA no Cazaquistão
Rafael da Silva Pulcinelli, 18 anos, conquistou menção honrosa na disputa individual e integrou a equipe que ficou em 1º lugar na categoria de robótica
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domingo, 16 de agosto de 2026
Rafael da Silva Pulcinelli, 18 anos, conquistou menção honrosa na disputa individual e integrou a equipe que ficou em 1º lugar na categoria de robótica

O Brasil alcançou, em 2026, o melhor resultado de sua história na Olimpíada Internacional de Inteligência Artificial (IOAI). A seleção brasileira conquistou uma medalha de prata, duas de bronze e uma menção honrosa na disputa individual, além do primeiro lugar na categoria AI-Native Robotics, na competição realizada entre os dias 2 e 8 de agosto, em Astana, no Cazaquistão.
Entre os integrantes da equipe brasileira está o paranaense Rafael da Silva Pulcinelli, de Santa Amélia, cidade de pouco mais de 3 mil habitantes no Norte Pioneiro. Ex-aluno da rede estadual de ensino, o jovem de 18 anos conquistou uma menção honrosa na disputa individual e também integrou a equipe que ficou em primeiro lugar na categoria de robótica, que reconheceu a solução com uso mais eficaz de abordagens nativas de inteligência artificial aplicadas à área.
Para Rafael, a participação na competição internacional foi marcada não apenas pelo resultado, mas também pela oportunidade de conhecer novas tecnologias, trocar experiências com estudantes de diferentes países e ampliar sua visão sobre as possibilidades de aplicação da inteligência artificial.
“A experiência toda foi maravilhosa. Nós conhecemos vários lugares e iniciativas diferentes voltados ao uso de inteligência artificial e tecnologia. As provas da olimpíada foram bastante desafiadoras, mas o principal aprendizado foi perceber que podemos utilizar a inteligência artificial de diversas formas no nosso dia a dia", afirmou, agradecendo o apoio dos professores e de outros envolvidos para participar da Olimpíada.
'Quero incentivar outros jovens'
Para Rafael, a participação na competição representou não apenas uma conquista acadêmica, mas também a oportunidade de ampliar seus conhecimentos e conhecer estudantes e pesquisadores de diferentes partes do mundo.
“Quero continuar estudando tecnologia e inteligência artificial, mas também entender como esse conhecimento pode ajudar as pessoas. Meu objetivo é crescer profissionalmente e incentivar outros jovens a acreditarem que também podem chegar longe.”
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Experiências em competições
Rafael chegou à competição internacional após se destacar na Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial, na qual conquistou medalha de ouro e ficou entre os quatro estudantes selecionados para representar o Brasil na IOAI. A competição nacional reuniu mais de 965 mil participantes em todo o país.
A trajetória do paranaense na área de tecnologia começou ainda no ensino médio, quando estudava no Colégio Estadual Vinícius de Morais, em Santa Amélia. O interesse por inteligência artificial ganhou força após sua participação no Talento Tech, programa de capacitação profissional em tecnologia da informação e comunicação do Governo do Paraná. Foi durante o curso que Rafael teve um dos primeiros contatos com inteligência artificial e passou a aprofundar os estudos na área.
Atualmente estudando Engenharia da Computação na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Rafael já acumula experiências em competições de tecnologia, robótica, empreendedorismo e inovação. Entre os projetos de destaque está a Horta Link, uma horta autônoma desenvolvida com colegas e que conquistou o segundo lugar na categoria Robótica Sênior da GeniusCon, além de destaque regional no Agrinho de Robótica 2025.

Resultado histórico
O time brasileiro foi composto por quatro alunos que se classificaram por meio da Olímpiada Nacional de Inteligência Artificial, a ONIA, vencendo mais de 960 mil estudantes de todo país. Além de Rafael, integraram a equipe Gonçalo Franke Franco de Porto Alegre, Ícaro Silva da Rosa Linck Fróes, de Canoas ambos do Rio Grande do Sul, e Miguel Cyrineu Vale de Campinas, em São Paulo.
A competição reuniu estudantes de dezenas de países em uma semana de provas, desafios e atividades acadêmicas relacionadas a aprendizado de máquina, ciência de dados, programação, robótica e diferentes aplicações de inteligência artificial.
Na disputa individual, Miguel Cyrineu Vale, de Campinas (SP), conquistou a medalha de prata; Ícaro Silva da Rosa Linck Fróes, de Canoas (RS), e Gonçalo Franke Franco, de Porto Alegre (RS), receberam medalhas de bronze; e Rafael conquistou a menção honrosa.
Os quatro integrantes também formaram a equipe vencedora da categoria AI-Native Robotics. A seleção foi liderada pelos professores Antônio Carlan e Kristofer Stift Kappel.
(Com informações da Assessoria)


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