Simepar lança experiência imersiva sobre tornados em Cambé
Óculos de realidade virtual simulam a chegada de um tornado e o que fazer para se proteger durante o evento climático extremo
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de agosto de 2026
Óculos de realidade virtual simulam a chegada de um tornado e o que fazer para se proteger durante o evento climático extremo

O Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) lançou nesta quinta-feira (13) uma experiência imersiva: um óculos de realidade virtual que simula a passagem de um tornado. A novidade orienta o usuário a seguir um passo a passo de segurança, como fechar portas e janelas e desligar o disjuntor de energia, durante o evento climático.
O óculos foi lançado oficialmente em Cambé, na Região Metropolitana de Londrina, e em Palotina, no Oeste Paranaense, na Carreta da Inovação, em parceria com a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial. Em Cambé, centenas de alunos de escolas municipais e estaduais puderam acompanhar em primeira mão a simulação da passagem de um tornado e, na sequência, testar, na prática, os óculos.
Presente no lançamento, Paulo de Tarso, diretor-presidente do Simepar, cita que, neste ano, pelo menos 10 tornados já foram registrados no Paraná. Os mais recentes foram em Candói, no oeste, e em Piraí do Sul, nos Campos Gerais, Odeixando casas destruídas e pessoas desabrigadas.
Tarso explica que o Simepar vem atuando em duas frentes, sendo a primeira na previsão desses eventos climáticos, com alertas diretos à população. Entretanto, mesmo com equipamentos de alta tecnologia, ele esclarece que, dificilmente, a previsão antecede 5 ou 6 minutos antes de o tornado atingir determinada localidade.
Segundo ele, mesmo Oklahoma, nos Estados Unidos, estado frequentemente atingido por tornados, a previsão não consegue ser superior a esse período de tempo. “O que nós conseguimos é prever que vamos ter naquele momento células importantes que vão propiciar uma condição que pode levar ao tornado”, explica, reforçando que a formação, de fato, de um tornado não é possível de ser prevista com mais de 5 minutos de antecedência.
O tornado mais forte a atingir o Paraná nos últimos anos foi registrado em Rio Bonito do Iguaçu no dia 7 de novembro de 2025. Os ventos chegaram a 418 quilômetros por hora, atingindo a categoria F4 na Escala Fujita. De acordo com o Simepar, o tornado destruiu cerca de 90% da cidade de quase 14 mil habitantes. O evento climático deixou 6 pessoas mortas e mais de 700 feridos.
A segunda frente de atuação do Simepar, de acordo com o diretor-presidente, é a preparação e orientação da população, permitindo com que as pessoas sejam mais resilientes a eventos climáticos extremos, como tornados e vendavais, cada vez mais constantes no Paraná.
Em relação ao que fazer durante a passagem de vendavais ou até mesmo de um tornado, o especialista explica que, em primeiro lugar, a população deve ficar atenta aos canais seguros de informação, como o Simepar e a Defesa Civil, e aos alertas disparados nos celulares pelo órgão quando há previsão para eventos dessa magnitude.
Paulo de Tarso orienta que as pessoas devem procurar o local mais estruturado de casa para permanecer durante a passagem do tornado, sendo geralmente o banheiro. Outra orientação é se afastar de árvores ou outras instalações que podem cair com a força dos ventos, causando acidentes graves.
Os óculos de realidade virtual que simulam a passagem de um tornado vem de encontro com essas orientações. Na experiência imersiva, o usuário está dentro de uma residência prestes a ser atingida por um tornado e precisa tomar algumas precauções antes que os ventos cheguem.
Primeiro, ele deve ir até o quarto para pegar o celular e receber as orientações da Defesa Civil. Na sequência, precisa fechar todas as portas e janelas e, também, desligar o disjuntor de energia, evitando a possibilidade de choques elétricos. Durante a passagem do tornado, o usuário precisa ficar escondido em um local seguro da casa. Ao final, é possível ver que cômodos como a sala e a cozinha ficaram totalmente destelhados.
O diretor-presidente do Simepar explica que os óculos são ferramentas voltadas, principalmente, para as crianças e adolescentes, já que, em caso de eventos climáticos extremos, podem repassar essas informações para as famílias.
Ele destaca que a experiência é interativa, a fim de chamar a atenção dos pequenos, e o objetivo é criar, a partir deste modelo, outras imersões, como em situações de enchentes e enxurradas. “Esse é o primeiro de muitos que nós queremos ter para preparar a população para um momento de evento extremo."


Jéssica Sabbadini
Repórter com atuação na cobertura local.


