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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 16/05/2022, 16:23

Entidades de Londrina precisam de meias, agasalhos e cobertores

Com a chegada do frio, instituições contam com a ajuda da sociedade para aquecer as crianças, idosos e pessoas em situação de rua

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de maio de 2022

Micaela Orikasa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Micaela Orikasa - Arquivo Folha
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“O frio dói e não tem cor, nem modelo. Todas as doações são bem-vindas". A frase de Julia Barros, do Lar dos Vovôs e das Vovós, resume a realidade de quem convive diariamente com crianças, idosos e pessoas em situação de rua nas instituições assistenciais de Londrina. São entidades que encaram a chegada do frio sempre com muita preocupação, pois pela experiência dos serviços prestados há anos afirmam que as doações tendem a cair neste período, enquanto que as necessidades básicas aumentam e muito.  

De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), esta semana será marcada por um forte resfriamento de todas as regiões paranaenses. Em Londrina, a previsão para a terça-feira (17) será de mínima de 4ºC e máxima de 15ºC (com previsão de geada). Na quarta-feira a temperatura mínima será de 6ºC e a máxima será de 12ºC. 

LAR DOS VOVÔS E DAS VOVÓS

A FOLHA conversou com algumas instituições assistenciais e todas estão precisando com urgência de fraldas descartáveis, cobertores e meias. No Lar dos Vovôs e das Vovós, na região central, são atendidos 62 idosos, sendo que a maioria (34) homens. Barros, que é conselheira administrativa na entidade, comenta que até o momento receberam poucas doações e que esperam contar com a solidariedade de todos. “Temos mais urgência com roupas e meias masculinas, assim como cobertores. Mas tudo o que se usa em casa é útil para nós. Precisamos sempre de alimentos como bolachas e leite, sabonetes líquidos e fraldas nos tamanhos M e G”, diz.  

ASILO SÃO VICENTE DE PAULO

No Asilo São Vicente de Paulo, que completará 62 anos de acolhimento a idosos encaminhados pela secretaria municipal do Idoso, as doações diminuíram neste período pós-pandemia, de acordo com a Irmã Neusa Aparecida da Silva, coordenadora do asilo. “Estamos com poucas fraldas geriátricas G e GG e leite integral, pois nosso consumo diário é de 500 fraldas e 25 litros de leite. Também recebemos com muita gratidão quem puder nos doar alimentos não perecíveis, verduras e frutas”, afirma.  

Atualmente, o asilo conta com 102 idosos, muitos são vítimas de maus-tratos e de abandono familiar, e a maioria é cadeirante. “Muitas pessoas que têm agasalhos e calçados em casa que não servem mais e que estão em bom estado podem nos ajudar porque em algum dos idosos irá servir", comenta a Irmã, lembrando que o asilo também trabalha com um bazar, que ajuda no pagamento de serviços de manutenção. 

SOS OBRAS SOCIAIS

As entidades que atendem homens no município necessitam ainda mais de doações de agasalhos e calçados, pois em geral o maior volume de doações é de peças femininas. É o caso do SOS (Serviço de Obras Sociais de Londrina), que existe há 54 anos e funciona 24 horas. A coordenadora Ana Carolina Ferreira explica que são três serviços prestados à população masculina em situação de rua.  

“Fazemos o acolhimento institucional, com 21 vagas rotativas e preenchidas através da abordagem social da secretaria de Assistência Social e trabalhamos com o atendimento parcial, que dá suporte às pessoas que já saíram do SOS e estão em vida independente, mas que precisam de auxílio como roupas e alimentação. Também oferecemos dez vagas diárias para higiene e alimentação para quem está em situação de rua. Em média, oferecemos 65 refeições diárias”, afirma.  

Para suprir todo esse fornecimento, o SOS conta muito com a ajuda da sociedade, por meio de doações de roupas de frio, meias, cobertores e calçados, principalmente de tênis. “As necessidades são globais, mas os agasalhos e cobertores a gente não consegue comprar com recursos próprios. As pessoas que vêm da rua para um tomar banho e fazer a refeição somente a roupa do corpo, que nem sempre dá para ser reutilizada. Eles também nos pedem cobertores”, conta.  Além das peças de inverno, a entidade precisa de alimentos não perecíveis como arroz, macarrão, óleo, feijão e leite. 

MMA

O MMA (Ministério de Missões e Adoração) é outra instituição que acolhe homens e mulheres em situação de vulnerabilidade social, em três modalidades. O presidente e fundador do Ministério, pastor Juciano Massacani, explica que são mantidas a Casa de Passagem , República moderada e República com supervisão leve.  

“Na casa de passagem passam em média 180 pessoas a cada mês. Precisamos de roupas de cama, produtos de higiene, cobertores, agasalhos masculinos, calçados, toucas de firo, luvas e meias. O mais urgente são cobertores e roupas de cama e banho. Já tivemos que dividir uma toalha ao meio para poder atender”, diz.  

O MMA também acolhe crianças, principalmente adolescentes a partir dos 12 anos, encaminhados pelo município. São três casas lares com 30 vagas no total. Segundo Massacani, os itens de maior necessidade são também roupas de frio, roupas de cama e cobertores.  “Os recursos que vêm do município cobrem 80% dos custos das instituições, os demais 20% a gente corre atrás com a ajuda da sociedade”, ressalta. 

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NUSELON

A captadora de recursos do Nuselon (Núcleo Social Evangélico de Londrina), Regieli Dias, disse que está muito preocupada com a previsão do tempo para os próximos dias. Atualmente, a entidade acolhe 37 crianças e adolescentes (de zero a 18 anos), em quatro unidades. “Onde nós estamos são cinco graus mais frio comparado à região central, por exemplo. Nossas roupas demoram para secar e nas crianças fazemos mais de uma troca por dia. Além disso, as crianças que vão saindo levam suas roupas e as que chegam precisam de tudo: roupas, cobertores, itens de higiene como shampoo e condicionador infantil, fraldas descartáveis, lenços umedecidos, cremes para assaduras, mamadeiras e chupetas”, comenta.  

O Nuselon também pede a colaboração de todos com doações de alimentos como pipoca, canjica, bolachas recheadas, leite integral, achocolatado e ovos. “Quem quiser e puder colaborar com recursos, estamos buscando ajuda para pagar a reforma que fizemos na estrutura física. Temos uma dívida de R$ 30 mil reais”, diz.  

ONDE DOAR: 

Lar dos Vovôs e das Vovós  

Rua Cabo Verde, 95, Vila Nova 

Telefone: (43) 3028-0277 

Asilo São Vicente de Paulo 

Av. Madre Leônia Milito, 499, Gleba Palhano 

Telefone: (43) 3339-0030 

SOS - Serviço de Obras Sociais de Londrina 

Rua Jaguaribe, 350, Vila Nova 

Telefone: (43) 3024-4420 

MMA - Ministério de Missões e Adoração 

Rua Guaiuvira, 265, Jardim Leonor  

Telefone: (43) 3347-1383  

Nuselon - Núcleo Social Evangélico de Londrina 

Rua Granito, 39, Jardim Ideal 

Telefone: (43) 3025-4644 

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