A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina iniciou nesta terça-feira (15) uma força-tarefa de prevenção e combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti na região central de Londrina.

A intervenção foi definida após uma análise técnica da equipe da Vigilância Ambiental, que considerou o volume de chuvas registrado nos últimos dias e identificou que parte dos casos recentes de dengue notificados envolve pessoas que trabalham ou circulam diariamente pela região central da cidade.

Cerca de 50 agentes de endemias estão mobilizados para realizar vistorias em imóveis localizados no Calçadão e em bairros do entorno. A expectativa é visitar aproximadamente 6 mil imóveis até a próxima sexta-feira (18), com atenção especial à identificação e eliminação de recipientes e locais que possam acumular água e servir como criadouros do mosquito.

Vigilância Ambiental

De acordo com o gerente da Vigilância Ambiental, Nino Ribas, o atendimento de saúde tem buscado identificar o local de trabalho quando há a notificação de um caso de dengue. Recentemente, foram atendidas pessoas que trabalham nas proximidades das ruas Pernambuco, Brasil e avenida Celso Garcia Cid, por exemplo.

“São pessoas que moram em diversas regiões de Londrina, mas trabalham na região central. Nós já fizemos os bloqueios de rotina onde esses pacientes moram, e agora vamos intensificar as ações também onde eles trabalham, para evitar que haja contato com o vírus, através do mosquito, nessa região”, explicou Ribas.

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Conscientização da comunidade

A ação tem caráter preventivo e busca reduzir as condições favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, que transmite a dengue, zika e chikungunya. “Precisamos ampliar a conscientização da população sobre a importância da eliminação dos criadouros, mesmo com a queda expressiva dos casos registrada ao longo do ano”, observou.

Em 2026, foram confirmados até o momento 73% menos casos, na comparação com os números registrados no mesmo período do ano anterior.

O gerente reforçou que o combate à dengue depende da participação de toda a comunidade. “Moradores, comerciantes e trabalhadores da região devem manter seus imóveis livres de recipientes que possam acumular água e seguir as orientações dos agentes de endemias durante as vistorias”, solicitou.

Imóveis fechados

Acompanhando o trabalho das agentes Thaís Oliveira e Sheila Farinha na manhã desta terça-feira (15), a supervisora do combate a endemias na região central do município, Aline Moreira, apontou que a maior dificuldade do trabalho na região são os imóveis fechados.

Para vencer esses impedimentos de acesso, os agentes buscam informações com os vizinhos e deixam o contato para que os proprietários possam agendar a vistoria. Para a vistoria das áreas externas, quando necessário, são utilizadas imagens aéreas captadas por drone.

A Vigilância Ambiental também trabalha em parceria com as imobiliárias, no caso de imóveis fechados que estão à venda ou disponíveis para aluguel. A supervisora destacou que o trabalho é feito tanto em imóveis residenciais, quanto comerciais. “Mesmo no comércio, podemos encontrar focos com água parada”, alertou.

Durante as visitas, os agentes também irão reforçar as orientações à população sobre cuidados relacionados à presença de escorpiões, especialmente quanto ao manejo, armazenamento e descarte de materiais e objetos que possam oferecer abrigo para esses animais.

(Com informações do N.Com)

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