Na semana do Dia dos Namorados (celebrado nesta sexta-feira, dia 12), a Secretaria Municipal de Política para as Mulheres de Londrina utiliza as redes sociais para compartilhar orientações sobre relacionamentos livres de violência, prevenindo o abuso psicológico. Os materiais produzidos são compartilhados pela página da Secretaria no Instagram e em um grupo de WhatsApp compostos por centenas de mulheres atendidas pelos serviços da pasta.

Os conteúdos das publicações incluem exemplos de frases e ações negativas que podem auxiliar na identificação de um comportamento abusivo, pontuando que reconhecer com antecedência os sinais de coerção dentro de uma relação é o primeiro passo para buscar ajuda.

Imagem ilustrativa da imagem 'Amor não é controle': Secretaria da Mulher orienta sobre relacionamento seguro
| Foto: Divulgação

A divulgação também aponta para os canais atendimento disponíveis às mulheres no município, como o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CAM), que oferece apoio nas áreas de psicologia e serviço social, além de orientações jurídicas para mulheres que se encontram em situação de violência doméstica e familiar.

Quebrar o ciclo cedo

Segundo a psicóloga da secretaria, Lisnéia Rampazzo, a divulgação busca ressaltar, principalmente para as pessoas jovens, que quanto antes se nomeia a violência, mais cedo se quebra o ciclo.

“Se fala muito em enfrentar a violência dentro de casa, mas ela pode começar antes, na fase do namoro, pois é no namoro que se aprende o que é normal e o que não é. É quando o ciúme excessivo vira 'prova de amor', quando controlar a roupa vira 'cuidado', quando isolar a parceira dos amigos vira 'prioridade do casal'. Prevenir na fase do namoro significa dizer alto e claro que o amor não humilha, não controla, não grita, não te afasta de quem você ama. O amor respeita”, destacou Rampazzo.

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“O namoro é um espaço em que padrões de comportamento são construídos e atitudes como controle excessivo, ciúmes desproporcionais e a desvalorização da mulher não podem ser naturalizadas. Nesse sentido, informação e diálogo, especialmente entre jovens, são fundamentais para quebrar ciclos de violência desde o início” acrescentou a secretária de Política para as Mulheres, Marisol Chiesa

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Chantagem e humilhação

Em uma sondagem realizada em 2025, com 56 estudantes universitárias de Londrina, na faixa etária de 17 a 29 anos, foram levantadas informações sobre as formas de violência mais recorrentes em contextos afetivos. Entre as formas de agressão psicológica mencionadas, estão a chantagem emocional, humilhação pública e o impedimento de convivência com amigos, entre outros.

Estes comportamentos configuram formas de violência psicológica descritas na Lei Maria da Penha, por envolverem manipulação emocional, isolamento social, controle e desvalorização da mulher.

De acordo com os dados apurados, a violência psicológica e emocional aparece com frequência entre as mulheres mais jovens e universitárias, evidenciando a importância de ações educativas por meio das redes sociais, campanhas de conscientização, fortalecimento das redes de apoio e ampliação de espaços de acolhimento, visando identificar precocemente comportamentos abusivos e promover relações afetivas saudáveis.

(Com informações do N.Com)

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