Verde e amarelo tomam conta de Londrina para a Copa do Mundo
Entre os comerciantes e artesãos, a expectativa é de que a seleção brasileira faça bons jogos para alavancar as vendas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de junho de 2026
Entre os comerciantes e artesãos, a expectativa é de que a seleção brasileira faça bons jogos para alavancar as vendas

O verde e amarelo vem tomando conta de Londrina. Com a Copa do Mundo de 2026 prestes a começar, os brasileiros começaram a vestir a ‘amarelinha’ para demonstrar o amor pela seleção brasileira, que vai em busca do hexa. Após os resultados frustrantes nas últimas edições da competição, a seleção de Vini Jr, Neymar e Endrick tem uma nova oportunidade de trazer a taça para o Brasil.
A Copa do Mundo será sediada por Estados Unidos, México e Canadá e será aberta na quinta-feira, 11 de junho, com a partida entre México e África do Sul. O Brasil estreia na competição no sábado, 13 de junho, diante de Marrocos. A final do Mundial está marcada para o dia 19 de julho.
No comércio de Londrina, as cores tradicionais enfeitam as lojas, com bandeiras, balões e fitas verde e amarelas, deixando claro que a Copa já começou. Em uma assistência técnica na rua Maranhão, no centro, o estabelecimento está a caráter para acompanhar os jogos e animar os clientes.
O vendedor Thiago Brito, 30, foi quem ficou responsável por trazer a temática da Copa para a loja. Ele conta que buscou inspiração na internet e viu como poderia adaptar a decoração no local de trabalho. “Todo mundo está na expectativa da Copa”, garante, quando questionado sobre a motivação em decorar a loja. “Eu acho que dá um ânimo, fica mais chamativa para os clientes”, afirma.
A expectativa do vendedor é de que o Brasil traga o hexacampeonato, já que a decoração deu muito trabalho para ser feita. Em especial para a competição, Brito explica que a loja tem camisas da seleção à venda por R$ 90, mas os tamanhos já estão esgotando. “O pessoal está comprando bastante”, avalia. O vendedor trabalhava no comércio na última Copa, em 2022, e percebe que os clientes estão mais confiantes agora em um resultado positivo da seleção brasileira.

Andando pelo Calçadão, outra vendedora de loja comentou sobre a decoração. “Tem que fazer a nossa parte e torcer”, afirma, sem se identificar. Ela conta que gosta de assistir aos jogos da Copa e vê na decoração verde e amarela uma forma de apoiar a seleção, principalmente porque o time não vem jogando tão bem nas últimas edições. “Eu espero que eles ganhem porque a gente é o país do futebol”, cobra.
Na loja, além da decoração, eles contam com bandeiras, balões e outros objetos decorativos estampados com a bandeira do Brasil, sendo que com R$ 10 o cliente já consegue levar algo para casa.
ECONOMIA SOLIDÁRIA
O verde e o amarelo também tomaram conta do Centro Público de Economia Solidária, entre as avenidas Rio de Janeiro e Juscelino Kubitscheck. Diversas artesãs ligadas ao projeto produziram itens voltados à temática da Copa do Mundo de 2026 e, agora, estão comercializando chaveiros, brincos, chinelos, cachecóis, toucas, caixas personalizadas, entre outros. Os preços começam a partir de R$ 8.

A artesã Miriam Obara Okamoto, 69, tem como produto principal os chaveiros, sendo que fez alguns modelos especificamente para a Copa, o que atrai muito os jovens. Ela optou por trazer um personagem marcante das Copas: o canário. “Eu acho ele bonitinho e é o mascote da seleção, um personagem que as pessoas gostam”, conta. Além do mascote, ela também fez corações nas cores verde e amarelo e chaveiros com a bandeira do Brasil.
Em um dos modelos, o pássaro está em um balanço e, no outro, é o tradicional mascote, que é visto nos jogos da seleção trajando o uniforme e chuteiras, além, é claro, da habitual ‘marra’. Ela leva de três a seis horas para produzir uma unidade do chaveiro, já que a linha é fina e leva mais tempo para dar formato ao boneco. Por conta do trabalho manual demorado, os chaveiros custam a partir de R$ 10 e chegam até a R$ 80. Segundo ela, a renda obtida no projeto vem para somar. “A gente conta com essa renda para adicionar um pouquinho mais na casa”, afirma.

Melissa Zuan, 45, aprendeu a fazer caixas personalizadas em 2017 por meio de videoaulas no Youtube e nunca mais parou. Por isso, para o Mundial, ela decidiu fabricar algumas unidades com a temática, que servem, inclusive, para guardar as figurinhas repetidas do álbum. “E ainda ajuda a decorar a casa para a Copa”, comenta.
Zuan fez dois modelos, sendo uma mais resistente, utilizando como matéria-prima o papelão, e outra mais simples e maleável, de papel. Nas menores, ela leva cerca de uma hora para concluir, mas os clientes podem encomendar caixas de vários tamanhos. “A expectativa nas vendas é boa porque as pessoas estão bem entusiasmadas”, garante.
A renda obtida com a venda dos produtos, segundo ela, ajuda na independência financeira e permite com que consiga ajudar nas contas de casa, sem precisar recorrer ao marido. Por isso, aponta como fundamental o trabalho feito pelo Centro Público de Economia Solidária, que está localizado em um ponto muito importante da cidade, na esquina entre as avenidas Rio de Janeiro e Juscelino Kubitscheck, onde o fluxo de pessoas é grande.
Pensando na Copa do Mundo de 2026, a artesã Luzia Saviniec, 64, produziu brincos e chinelos temáticos, decorados com pérolas também nas cores verde e amarelo. O chinelo é feito sob encomenda, já que é necessário conferir a numeração de cada cliente. Por dia, ela consegue produzir até dois pares, sendo que o preço fica, em média, R$ 85. No caso dos brincos, as argolas são de alumínio e decoradas com crochê.
A expectativa dela é boa, mas garante que o Brasil precisa começar bem o campeonato, com vitórias nos primeiros jogos, para que os torcedores se animem e as vendas aumentem.

Maria Eulina Pereira, 69, produziu cachecóis, toucas, pulseiras, scrunchies, brincos e bandanas pet em comemoração ao evento esportivo. Entretanto, as cores do Brasil sempre estiveram presentes nos produtos da artesã, já que muitas pessoas que vão estudar ou morar fora acabam levando alguma para lembrar do país.
Apesar da expectativa, ela lamenta que as vendas ainda estejam fracas, mesmo às vésperas da Copa. Os preços dos produtos variam de R$ 8 a R$ 50.
Todos os produtos produzidos pelas artesãs podem ser encontrados ou encomendados no Centro Público de Economia Solidária. A venda também ocorre na Feira de Artesanato no Calçadão, em frente ao Banco do Brasil, nas duas primeiras sextas-feiras e sábados de cada mês, das 9h às 17h; na Feira da Cidadania, na UEL, na primeira e terceira quinta-feira do mês; e na Feira de Artesanato do Parque Arthur Thomas, aos domingos, das 9h às 17h, no espaço anexo à lanchonete.


Jéssica Sabbadini
Repórter com atuação na cobertura local.


