Projeto fomenta evolução técnica, mas não atende nem 25% de produtores
Trabalho desenvolvido pela Emater em parceria com Anater tem o objetivo de levar conhecimento técnico às propriedades no Paraná
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de maio de 2019
Trabalho desenvolvido pela Emater em parceria com Anater tem o objetivo de levar conhecimento técnico às propriedades no Paraná
Victor Lopes - Grupo Folha 

Apesar da falta de assistência técnica para atender todos os cafeicultores do Estado, existe um projeto interessante que tem fomentado uma evolução técnica e de manejo em diversas propriedades rurais, atendendo em torno de 1 mil famílias de cafeicultores em 33 municípios. É o “Projeto Piloto do Café”, coordenado pela Emater em parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

Iniciado no ano passado, a ideia é capacitar técnicos e levar esse conhecimento adquirido aos produtores, através de reuniões regionais e visitas nas propriedades. Na próxima terça (7), por exemplo, acontece na cidade de Jaboti o VII Encontro das Mulheres do Café do Norte Pioneiro do Paraná. São 14 grupos, em torno de 350 mulheres, que já atuam na cafeicultura e se reúnem para discutir a atividade e os próximos passos de um trabalho que já se tornou tão sólido e com ótimos resultados, inclusive com cafés premiados.
Pelo lado dos técnicos, por exemplo, a capacitação continua com a participação de 24 profissionais em um Simpósio de Mecanização do Café e a Expocafé, maior feira de equipamentos para a cultura no mundo, que acontece dos dias 14 a 16 de maio em Três Pontas (MG). “Fazemos a capacitação de técnicos, de produtores e depois visita nas propriedades para fazer uma sintonia mais fina do trabalho”, explica o coordenador regional de projetos da região de Carlópolis, Otávio Oliveira da Luz.
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Apesar do trabalho ser intenso e movimentado em algumas regiões, a amostragem de cafeicultores atendidos é muito pequena. “Hoje, com o projeto, não atingimos 25% dos cafeicultores do Estado. A grande maioria não tem uma assistência direta, ou seja, sem visitas na propriedade.”
Portanto, problemas comuns continuam latentes no manejo. Luz cita, por exemplo, a deficiência na proteção e fertilidade do solo, além da falta de estrutura nas propriedades. “Estou falando do preparo do café, com terreiro, secadores, descascadores...tudo ainda precisa evoluir. Sem contar o maior dos gargalos, que é pouca gente para trabalhar. Em Carlópolis a situação é um pouco melhor: 80% das lavouras são mecanizadas do plantio à colheita, mas em outros municípios a situação é complicada.”
Por fim, o extensionista relata que a queda de rendimentos na região – que tem produtividade média excelente de 40 sacas por hectare – deve ficar entre 25% e 30%. “A falta de chuva e o calor excessivo fizeram com que os frutos não crescessem bem, ficamos com 'peneira baixa'. Além disso, o ano é difícil devido aos baixos preços para comercialização.”


