HU de Londrina tem ambulatório especializado em endometriose
Equipe multiprofissional atua no ambulatório; condição afeta 10% das mulheres em idade reprodutiva
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de setembro de 2025
Equipe multiprofissional atua no ambulatório; condição afeta 10% das mulheres em idade reprodutiva
Da Redação 

O HU-UEL (Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina UEL) oferece assistência especializada em endometriose, doença que afeta 10% das mulheres em idade reprodutiva. As atividades do ambulatório, que conta com uma equipe multiprofissional especializada, começaram em março de 2025.
“A abordagem multidisciplinar é fundamental, pois a endometriose pode acometer diferentes órgãos e sistemas, exigindo expertise de várias especialidades para um tratamento adequado e completo”, explicou o ginecologista Francisco Lopes, responsável pelo serviço.
No ambulatório há prioridade para técnicas minimamente invasivas em sua abordagem, reduzindo o trauma cirúrgico e tornando a recuperação mais rápida e com menor tempo de internação. São cerca de 70 pacientes atendidos por mês, e em torno de 12 cirurgias no mesmo período. O serviço foi estabelecido seguindo diretrizes nacionais e internacionais para o tratamento.
Demanda interna
A estruturação do serviço seguiu um modelo de centro de referência, em que pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de endometriose passam por avaliação completa, desde o diagnóstico até o tratamento cirúrgico quando necessário.
O atendimento, que tem sido voltado à regulação da demanda interna represada, em breve será aberto para outros serviços. Para ter acesso ao Ambulatório, a paciente deve ser encaminhada por uma UBS (Unidade Básica de Saúde) ou pelas secretarias municipais de Saúde. O agendamento ocorre por meio do Sisreg (Sistema de Regulação), conforme disponibilidade e prioridade clínica.

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Saiba mais sobre a doença
A endometriose é uma condição ginecológica inflamatória crônica caracterizada pelo desenvolvimento do tecido que, normalmente, reveste o interior do útero, fora da cavidade uterina. Segundo o ginecologista Francisco Lopes, afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva, representando uma das principais causas de dor pélvica crônica e infertilidade. No Brasil, estima-se que cerca de 7 milhões de mulheres convivam com a doença.
Os sintomas implicam em significativo prejuízo à qualidade de vida das pacientes. A condição pode causar dor crônica no abdômen, especialmente durante o período menstrual; cólicas menstruais intensas; dor durante as relações sexuais; alterações intestinais, como dor para evacuar e sangramento e dificuldade para engravidar.
(Com informações da assessoria do HU)




