A utilização de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras é uma realidade cada vez mais frequente entre pessoas que precisam ou desejam emagrecer. Entretanto, é necessário que esta seja uma indicação e prescrição médica e que venha acompanhada de orientações relacionadas à alimentação e a exercícios físicos.

“A decisão terapêutica para utilização das canetas emagrecedoras parte de um conjunto de fatores, como presença de obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2 ou outras condições metabólicas, sempre considerando riscos e benefícios para cada paciente. Mas a prescrição nunca é feita de forma isolada ou automática. Antes de indicar esse tipo de medicamento, é importante realizar uma avaliação clínica completa, com histórico de saúde detalhado, análise de hábitos alimentares, rotina de sono, nível de atividade física e exames laboratoriais específicos”, afirma a médica nutróloga Giovanna Spagnuolo Brunello.

Mudanças consistentes no estilo de vida

De acordo com a especialista, esses medicamentos atuam no controle do apetite e na melhora do metabolismo, mas não são soluções mágicas. “O uso exige acompanhamento médico regular, ajuste de doses quando necessário e atenção aos possíveis efeitos colaterais, como náuseas, alterações gastrointestinais ou perda excessiva de massa magra. A automedicação ou o uso sem orientação profissional pode trazer prejuízos importantes à saúde, especialmente quando não há indicação clínica formal”, ressalta.

Por isso, para a médica, o tratamento medicamentoso deve estar associado a mudanças consistentes no estilo de vida. “Sempre recomendo uma alimentação equilibrada, com foco em dieta rica em proteínas de boa qualidade, para preservar massa muscular, promover saciedade e apoiar o emagrecimento saudável", detalha.

"Da mesma forma, a prática regular de exercícios físicos, combinando atividades aeróbicas e treinamento de força, é parte essencial do plano terapêutico”, explica. Segundo a nutróloga, o emagrecimento seguro e sustentável não depende apenas da caneta, mas de um cuidado integrado e individualizado.

Treino criterioso

É o que defende também Silvio Prado. “Nos casos de alunos que utilizam canetas emagrecedoras como parte do processo de emagrecimento, o treino precisa ser ainda mais criterioso e personalizado, respeitando o momento metabólico de cada pessoa, o nível de energia, o histórico de sedentarismo e possíveis efeitos do medicamento, como redução do apetite ou fadiga inicial”, avalia o personal.

A periodização do treinamento é individualizada, combinando exercícios aeróbicos, fundamentais para a saúde cardiovascular e o aumento do gasto calórico, com o treinamento de força.

A avaliação periódica do exercício permite ajustar volume e intensidade de forma progressiva, evitando sobrecargas excessivas e garantindo adaptação segura. “O fortalecimento muscular é um ponto central nesse processo. A perda de peso rápida, quando não acompanhada de estímulo muscular adequado, pode levar à flacidez e à perda de massa magra. Por isso, o treino de força não é opcional: ele é essencial para preservar músculos, melhorar o tônus, dar sustentação à pele e manter o metabolismo ativo durante e após o emagrecimento”, explica.

"Quando o treino é bem orientado e alinhado ao uso das canetas emagrecedoras, o resultado é um emagrecimento mais estético, duradouro e seguro, com ganhos reais de desempenho, saúde e qualidade de vida”, afirma o personal trainer.

(Com informações da assessoria)

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