Economista londrinense fala sobre Covid e vida financeira


Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

O economista, professor da UTFPR (Universidade Federal Tecnológica do Paraná) e colunista do Grupo Folha de Comunicação, Marcos Rambalducci, participa de uma pesquisa trimestral sobre endividamento com cerca de 350 famílias londrinenses. Para Rambalducci, a aflição que as famílias estão sentindo pelo medo de contrair a Covid-19 se compara à aflição de perder renda. “Vejo isso muito próximo porque em ambas situações você vive preocupado, não consegue dormir, a tensão dentro de casa é maior e em uma situação de isolamento então, piora. Não tem dessa de saúde em primeiro lugar. Uma depende da outra”, pontua. 


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Sobre os caminhos que as pessoas podem seguir para equacionar a vida financeira, o economista orienta manter o espírito otimista, sendo o mais realista possível. “Coloque na ponta do lápis todas as despesas divididas em quatro grupos: supermercado e alimentação; contas da casa como água, luz, condomínio e aluguel; gastos fora de casa como gasolina, transporte e alimentação; e, por último, todas as prestações e dívidas. Some os três primeiros grupos e subtraia de toda a renda mensal. O que sobrar é o que a pessoa deve usar para fazer a renegociação, ou seja, usar para o último grupo”, detalha.  


Rambalducci ainda ressalta que as pessoas devem se lembrar da característica passageira de tudo. “Essas situações que a gente vai vivendo vão construindo o ser humano que somos. Me parece que a lição principal dessa situação que estamos vivendo tanto no nível sanitário quanto financeiro é a oportunidade de aprender para ensinar outras pessoas a sobreviver em uma situação como essa”, afirma.




Segundo ele, as pessoas de mais baixa renda são menos angustiadas neste momento comparadas com aquelas que recebem acima de três salários mínimos.  “As classes C e B2, em geral, não estão tendo acesso ao auxílio emergencial e, mesmo que recebam, o valor não é compatível com o nível de comprometimento financeiro que elas têm. Já nas classes mais baixas, o valor de R$ 600 realmente é significativo porque este auxílio emergencial fez com que muitas pessoas tivessem uma renda que, às vezes, é acima do que recebiam. Dessa forma, essas pessoas estão se saindo melhor”, explica.  


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