Ocupando uma área de 3,38 km², o centro histórico de Londrina bateu recorde em relação ao número de idosos. De acordo com dados do Plano Diretor do município - publicado em janeiro de 2025, mas com números relativos a 2022 -, dos 30.379 habitantes, 29,23% (8.879) são de pessoas acima dos 60 anos.
No Censo Demográfico de 2010, a área tinha 5.380 idosos e 34.262 habitantes, ou seja, os 60+ representavam 15,7% da fatia total. O fenômeno que se alastrou pelo centro histórico, entretanto, não é exclusivo de lá. Ainda na área central, bairros vizinhos como Petrópolis e Quebec já têm um terço da população idosa.
Dos seus 3.629 habitantes, o Quebec anotou 1.137 (31,33%) pessoas com 60 anos ou mais. O Petrópolis, com 3.963 moradores, possui 1.210 (30,52%) idosos. Em 2010, o cenário era diferente: Petrópolis tinha 4.068 habitantes e 798 idosos (19,62%); e o Quebec, 4.474 moradores e 1.066 idosos (23,83%).
Além do aumento significativo do público da terceira idade ao longo dos 12 anos de análise, nove dos dez bairros da região central também perderam moradores. Com exceção da Vila Brasil, que ganhou 212 (+2,91%) habitantes no período, Shangri-lá (-18,91%), Ipiranga (-12,2%), Higienópolis (-15,12%), Vila Casoni (-25,43%), Vila Recreio (-11,21%), Vila Nova (-20,37%) e os já citados Centro Histórico (-11,33%), Quebec (-18,89%) e Petrópolis (-2,58%) perderam integrantes.

Em outras regiões
Em outras regiões do município, bairros como Cinco Conjuntos (zona norte), Vivi Xavier (zona norte) e Leonor (zona oeste) - por mais que ainda tenham uma população mais jovem - também apresentaram números totais significativos de idosos e registraram envelhecimento populacional.
O Vivi Xavier tinha 8,9% (1.700) da população idosa e, nos dados mais recentes, tem 13,68% (3.490). Os Cinco Conjuntos tinham 11,5% (4.490) em 2010 e hoje têm 20,56% (7.232). O Leonor registrava 12,78% (3.260) de idosos e atualmente possui 20,15% (4.492).
'Temos intenção de ampliar os serviços'
Com o iminente envelhecimento populacional em Londrina, a reportagem procurou a Prefeitura para saber sobre o atendimento oferecido a esta população. Duas secretarias atuam diretamente para atenuar os impactos causados pelo envelhecimento populacional.
Na pasta do Idoso, alocada na Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, a psicóloga e assessora técnica administrativa Luciana Alvarez afirma que hoje, em Londrina, há muitos serviços oferecidos, mas que há a intenção de ampliá-los nos próximos anos.

"No nosso PPA [Plano Plurianual], temos a intenção de ampliar esses serviços, mas tudo depende das questões orçamentárias. Estamos ainda no primeiro ano de governo e sob o PPA da gestão anterior", contextualiza.
Alvarez pontua que os CCIs (Centros de Convivência da Pessoa Idosa) oferecem duas frentes de trabalho. A primeira é voltada para idosos autônomos e focada na prevenção. "Os Centros de Convivência são voltados para um público mais independente e têm um cunho preventivo para um envelhecimento saudável, porque evita o adoecimento e o isolamento.” Londrina tem três CCIs, nas regiões norte, leste e oeste. Nos locais, o público-alvo pode fazer atividades como ginástica, dança e oficinas de memória.
Acolhimento semi-integral
A segunda frente, diz ela, é o serviço de Casa Dia, acolhimento semi-integral com 30 vagas na zona sul. "A Casa Dia é um serviço bastante importante, visto que não é uma moradia. As famílias vulneráveis, que não têm como cuidar do idoso, o colocam na longa permanência, mas nós não conseguimos atender a todos lá. Por isso, a Casa Dia é importante, já que lá a pessoa pode colocar o seu familiar durante o dia, de segunda a sexta, com a tranquilidade de saber que está sendo bem cuidado", detalha Alvarez.
Na longa permanência, há 246 vagas na cidade, divididas em instituições parceiras.
Com a demanda crescente e vagas escassas para acolhimento ao idoso, a assessora técnica da pasta ressalta que a diretriz da secretaria é de descentralização, ou seja, ampliação das vagas. Entretanto, o interesse esbarra na viabilidade orçamentária.
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Trabalho com outras secretarias
A assessora técnica reforça a importância do trabalho em conjunto com outras secretarias para, além da saúde e da tutela, proporcionar qualidade de vida aos idosos. Ela cita a parceria com a Secretaria Educação, que permitiu o acesso do público da terceira idade à EJA (Educação de Jovens e Adultos) em horários alternativos.
"A EJA sempre existiu para o idoso, mas ele nunca conseguiu acessar porque as turmas eram noturnas. Agora, estamos ampliando esse tipo de serviço nos CCIs. Temos vagas nas três unidades (Oeste, Leste e Norte)", informa.

Desafios da Saúde
O aumento da população idosa tem impactado diretamente a rede de saúde de Londrina. Suzane Cristina Gozzi, coordenadora da Saúde do Idoso na Secretaria da Saúde, diz que em bairros nobres também há demanda, embora o foco do atendimento mude.
De acordo com os dados cedidos por ela, 221,7 mil atendimentos a idosos foram feitos nos sete primeiros meses de 2025 nas 54 UBSs espalhadas pelo município.
“Esses atendimentos são somente os individuais e feitos por profissionais do nível superior - como médico, enfermeiro, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, farmacêutico, educador físico -, exceto dentista.”

Mais UBSs nos bairros
Tatiane do Carmo, enfermeira e membro da Diretoria de Atenção Primária à Saúde, explica o perfil de pessoas atendidas nas unidades. "Hoje, o Guanabara (zona sul) tem um domínio de população jovem que usa a UBS e tem um porte médio em número de atendimento. Mas, no Centro, há um predomínio maior no atendimento ao idoso", comenta.
Segundo ela, apesar do envelhecimento na região central, a demanda por novas UBSs é mais urgente em outros bairros. "A unidade do Centro não tem tanta demanda. Hoje temos outras unidades como prioridade. A região do Armindo Guazzi (zona leste) dobrou o território, assim como o Panissa (zona oeste). Vivi Xavier, Chefe Newton e Aparecidinha (zona norte) também são territórios que precisam de unidades novas, porque as atuais não comportam."
A Saúde, segundo a profissional, está se reorganizando para enfrentar os problemas, mas tem desafios significativos pela frente. "O que o idoso cada vez mais precisa é de cuidadores, mas isso não é um problema direto da Saúde, mas, sim, da Assistência. Os nossos grandes desafios serão essas instituições mistas, como a Casa Dia e os lares de longa permanência", afirma.

Recursos humanos
Do Carmo elenca a falta de recursos humanos como o principal problema da saúde pública de Londrina. Segundo ela, a escassez de profissionais os condiciona a fazer o que é possível ao invés do que é necessário.
"A população adulta busca atendimentos para condições agudas [pontuais]. O idoso utiliza o sistema praticamente todo o mês. Nos últimos anos, não nos adequamos à demanda com recursos humanos. Por isso, hoje estamos na situação de recompor as equipes. O concurso mais recente repôs 400 profissionais, mas ainda faltam 1 mil. Estamos atendendo, mas poderíamos fazer mais.”
Rita Domansky, diretora geral da Secretaria da Saúde, concorda com Tatiane do Carmo. Para ela, a ampliação da estrutura física é o menor dos problemas. "Não adianta ampliar unidade e construir UBSs novas se a gente não tiver a garantia para manutenção, que é de recursos humanos, o mais caro", argumenta.
Acesso à informação e cuidados
Domansky afirma que, além do investimento público, o acesso à informação é um fator que ajuda a contribuir para encarar o envelhecimento com segurança e cuidado. Ela também alerta que a sociedade não está preparada para lidar com as necessidades dos idosos.
"As pessoas não estão preparadas para o envelhecimento. Hoje, os terrenos são pequenos. O que elas fazem? Casas assobradadas, com escadas. São pequenos ajustes domiciliares que precisam ser pensados", observa.
Domansky destaca ainda a importância de tratar a saúde mental desse público, que, muitas vezes, é solitário. “Eles não têm com quem falar e acabam indo às unidades para conversar.”
Coordenadora da Saúde do Idoso, Gozzi faz um apelo a fim de que a população se engaje nos conselhos regionais para que as demandas dos bairros cheguem à secretaria. “Existe também o Conselho do Idoso. O que falta mudar é o fato de que sempre são os mesmos [participando].”

Idosos com vulnerabilidade
A Assistência Social, também alocada na Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, é quem atua no primeiro atendimento aos idosos com vulnerabilidades. Assessora da pasta e assistente social há cerca de 20 anos, Josiani Nogueira explica que o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) tem fundamental importância para esse público, que tende a apresentar demandas específicas nas periferias pobres.
"No Cras, a prioridade de atendimento são as pessoas que recebem BPC [Benefício de Prestação Continuada], que abrange apenas quem tem 65 anos ou mais ou alguma deficiência. Aos 60, 61 anos já começamos a colocar essas pessoas no radar.”
Ela ressalta que, por parte desses idosos, há uma necessidade crescente por atenção dos profissionais, o que evidencia uma carência familiar, mas também sobrecarrega quem faz o atendimento. "O idoso, quando tem autonomia, demanda muito da unidade, porque ele quer conversar e interagir. Se não colocarmos um limite, ele vai todo dia ao Cras", diz.
A assistente social ressalta que os centros de referência estão localizados em áreas de maior vulnerabilidade social, onde o apoio ao público da terceira idade é fundamental para a subsistência dele.
"Os Cras estão fincados nas regiões mais pobres e eles atendem essas pessoas idosas que vivem lá. São pessoas que estão cuidando dos netos, porque os pais não puderam, ou que estão no PMTR (Programa Municipal de Transferência de Renda).”
Efeitos positivos a longo prazo
A profissional relata que o trabalho em conjunto de todas as secretarias proporciona efeitos positivos a longo prazo aos que fazem parte do convívio de quem foi atendido. Ela cita um exemplo em que o atendimento contínuo a uma mulher provocou a ascensão social em toda a sua família.
"Conheço uma idosa que é atendida pela assistência há 25 anos. Ela foi mãe solo, teve quatro filhos e nenhum deles foi assassinado pelo tráfico, morando num lugar onde o crime é forte. Todos eles casaram e constituíram família. Ainda há problemas, porque a maioria não concluiu o ensino médio, mas a filha mais nova dela, que pegou uma política mais organizada, já está pensando em fazer faculdade", relembra Nogueira.
Ippul: monitoramento e identificação do problema
A matéria-prima para toda essa discussão vem do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), que, por um longo período de tempo, recolhe e cataloga dados a fim de entender as mudanças pelas quais o município passou. A questão do envelhecimento populacional também foi abordada nos estudos do instituto.
"Nós fazemos o monitoramento e identificamos o problema, só que existem as competências dos órgãos. Identificamos que a população de Londrina está envelhecendo, como no Brasil todo", afirma a gerente de Pesquisa e Plano Diretor, Maria Eunice Garcia Ferreira.
Ela explica que a função do Ippul é munir os gestores com dados. "O que a gente faz é juntar esses números e mostrar para a população e os nossos gestores", diz, destacando que os bairros mais antigos, como Leonor, Santa Rita e Shangri-Lá, são os que mais perdem jovens. "São locais em que pai e mãe ficam, mas os filhos saem.”

Acessibilidade e escolha de locais
Para o instituto, a acessibilidade e a escolha de lugares para tratamento e moradia desse público são preocupações constantes nos projetos. "No Plano Diretor, está estabelecido uma possibilidade maior de ter casas de repouso mais disseminadas na cidade, pois vamos precisar delas. Hoje fica inacessível porque há muitas restrições locacionais para ter esses centros de idosos e casas de repouso", diz Ferreira, evidenciando a busca por soluções que atendam à demanda crescente.
O planejamento urbano de Londrina, coordenado pelo Ippul, é guiado pelo Plano Diretor, um conjunto de leis que regulam o crescimento da cidade. Segundo Ferreira, este documento não é apenas um produto técnico, mas um resultado da participação popular.
"O Plano Diretor é uma norma municipal que vai direcionar o planejamento. Foi estabelecida pelo Estatuto da Cidade e é regulamentada pela Norma Estadual. O estatuto prevê que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes precisam ter um plano", explica.
Identidade do cidadão
A elaboração da versão mais recente, aprovada em 2022, envolveu uma ampla consulta à população. "Nós fizemos a leitura comunitária e a leitura técnica. A comunitária fizemos a partir de duas rodadas de grandes fóruns de debate em todos os bairros e distritos”. O processo “democrático” foi concluído após pré-conferências e conferências que aprovaram o texto final.
O documento, composto por oito leis específicas aprovadas em dezembro de 2024, define, entre outras coisas, a divisão territorial e o uso e ocupação do solo. "As pessoas questionavam por que não existia na lei os seus patrimônios. Era difícil para definir até mesmo as questões de endereço. Mais do que burocracia, é a identidade do cidadão municipal. Agora, essas delimitações estão definidas, inclusive com zoneamento.”
Critérios de identificação dos bairros
Vale destacar que o Ippul adota critérios próprios de identificação na pesquisa divulgada. São usados como base pontos de referência - que recebem o nome do bairro mais antigo ou de maior relevância - com diversos loteamentos menores como componentes.
Por exemplo, dentro do Interlagos, estão localizados os loteamentos Marabá e Santa Fé. No interior do Fraternidade, há o Pindorama. Nos Cinco Conjuntos, há o Luiz de Sá e o Aquiles Stenghel.
A segunda reportagem da série abordará a situação das escolas municipais e creches nos bairros de Londrina.
Confira os números de idosos por bairros
Centro
Habitantes: 30.379
Idosos: 8.879 (29,23%)
Higienópolis
Habitantes: 3.962
Idosos: 875 (22,08%)
Ipiranga
Habitantes: 4.398
Idosos: 1.071 (24,35%)
Petrópolis
Habitantes: 3.963
Idosos: 1.210 (30,52%)
Quebec
Habitantes: 3.629
Idosos: 1.137 (31,33%)
Shangri-Lá
Habitantes: 5.353
Idosos: 1.523 (28,44%)
Vila Brasil
Habitantes: 7.149
Idosos: 1.759 (24,61%)
Vila Casoni
Habitantes: 5.989
Idosos: 1.564 (26,11%)
Vila Nova
Habitantes: 5.667
Idosos: 1.609 (28,38%)
Vila Recreio
Habitantes: 3.772
Idosos: 1.006 (26,67%)
Alpes
Habitantes: 7.072
Idosos: 1.506 (21,29%)
Primavera
Habitantes: 3.441
Idosos: 384 (11,16%)
Carnascialli
Habitantes: 4.506
Idosos: 856 (18,99%)
Cidade Industrial 1
Habitantes: 137
Idosos: 33 (24,09%)
Cinco Conjuntos
Habitantes: 35.182
Idosos: 7.232 (20,56%)
Coliseu
Habitantes: 9.167
Idosos: 1.447 (15,78%)
Heimtal
Habitantes: 725
Idosos: 117 (16,14%)
Maria Celina
Habitantes: 3.381
Idosos: 343 (10,15%)
Milton Gavetti
Habitantes: 3.427
Idosos: 718 (20,95%)
Novo Amparo
Habitantes: 7.569
Idosos: 683 (9,02%)
Ouro Verde
Habitantes: 12.502
Idosos: 1.620 (12,96%)
Parigot
Habitantes: 16.766
Idosos: 2.963 (17,67%)
Paris
Habitantes: 2.454
Idosos: 192 (7,82%)
Perobinha
Habitantes: 236
Idosos: 60 (25,42%)
São Jorge
Habitantes: 5.088
Idosos: 517 (10,16%)
Terra Nova
Habitantes: 2.390
Idosos: 158 (6,61%)
Vista Bela
Habitantes: 8.129
Idosos: 558 (6,87%)
Vivi Xavier
Habitantes: 25.531
Idosos: 3.490 (13,68%)
Abussafe
Habitantes: 7.935
Idosos: 1.291 (16,27%)
Aeroporto
Habitantes: 7.897
Idosos: 1.856 (23,51%)
Antares
Habitantes: 11.083
Idosos: 1.944 (17,54%)
Califórnia
Habitantes: 12.787
Idosos: 1.659 (12,98%)
Ernani
Habitantes: 10.349
Idosos: 1.833 (17,71%)
Fraternidade
Habitantes: 3.834
Idosos: 831 (21,68%)
Ideal
Habitantes: 5.686
Idosos: 1.429 (25,12%)
Interlagos
Habitantes: 12.291
Idosos: 2.050 (16,69%)
Lindoia
Habitantes: 12.540
Idosos: 2.350 (18,74%)
Pioneiros
Habitantes: 7.420
Idosos: 365 (4,92%)
Parque das Indústrias Leves
Habitantes: 1.793
Idosos: 355 (19,80%)
Vila Siam
Habitantes: 6.810
Idosos: 1.462 (21,47%)
Bela Suíça
Habitantes: 332
Idosos: 124 (37,35%)
Cafezal
Habitantes: 14.355
Idosos: 2.714 (18,90%)
Guanabara
Habitantes: 10.785
Idosos: 2.199 (20,39%)
Industrial 4
Habitantes: 233
Idosos: 70 (30,04%)
Inglaterra
Habitantes: 10.051
Idosos: 1.841 (18,32%)
Jamile Dequech
Habitantes: 2.744
Idosos: 337 (12,28%)
Nova Esperança
Habitantes: 2.357
Idosos: 228 (9,67%)
Piza
Habitantes: 12.570
Idosos: 2.233 (17,76%)
São Lourenço
Habitantes: 17.660
Idosos: 3.020 (17,10%)
São Miguel
Habitantes: 418
Idosos: 145 (34,69%)
Tucanos
Habitantes: 7.355
Idosos: 1.204 (16,37%)
União da Vitória
Habitantes: 7.704
Idosos: 834 (10,83%)
Vivendas do Arvoredo
Habitantes: 7.599
Idosos: 870 (11,45%)
Bandeirantes
Habitantes: 8.270
Idosos: 2.081 (25,16%)
Cilo 2
Habitantes: 2.222
Idosos: 333 (14,99%)
Cilo 3
Habitantes: 4.100
Idosos: 452 (11,02%)
Colúmbia
Habitantes: 7.308
Idosos: 667 (9,13%)
Leonor
Habitantes: 22.293
Idosos: 4.492 (20,15%)
Olímpico
Habitantes: 11.744
Idosos: 1.248 (10,63%)
Palhano 1
Habitantes: 24.498
Idosos: 2.881 (11,76%)
Palhano 2
Habitantes: 2.608
Idosos: 282 (10,81%)
Presidente
Habitantes: 13.481
Idosos: 3.689 (27,36%)
Royal
Habitantes: 4.153
Idosos: 538 (12,95%)
Sabará
Habitantes: 2.821
Idosos: 436 (15,45%)
Tókio
Habitantes: 11.391
Idosos: 2.045 (17,96%)



