'Vocês conhecem a minha vida ilibada', diz Beto Richa ao deixar a prisão
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sábado, 15 de setembro de 2018
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 

Curitiba O ex-governador e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) afirmou na madrugada desse sábado (15), ao deixar a prisão, em Curitiba, que seguirá respondendo às acusações do MP (Ministério Público) Estadual "sem a menor dificuldade". "O povo do Paraná conhece a minha vida pessoal, política, da minha família, de trabalho por esse Estado, por todos os paranaenses. O que fizeram comigo foi uma crueldade. Não merecia, mas estou de cabeça erguida", disse. "Vocês conhecem a minha vida ilibada e minha trajetória de vida", completou.
O tucano não chegou a conceder coletiva. Fez apenas um pronunciamento aos jornalistas que se aglomeravam em frente ao Regimento da Polícia Montada, no bairro Tarumã, onde estava há três dias e meio. Saiu a pé, se dirigiu às câmeras e, na sequência, voltou à unidade, para entrar no carro que o levaria embora. A ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social Fernanda Richa (PSDB) saiu mais cedo, sozinha, num veículo branco, sem falar com a imprensa.
"Foram dias de extremo sofrimento para mim e a minha família. Lamento que a palavra de um indivíduo, um delator cujo histórico de vida não demonstra nenhuma credibilidade, ao contrário... Aí eu pergunto: vale a palavra dele ou vale a minha palavra?", questionou Beto, em referência ao empresário e ex-deputado estadual Tony Garcia.
"Estou cansado nesse momento, esgotado, indo encontrar os meus familiares, abraçar meus filhos e meus netos, se estiverem acordados ainda, e voltar à minha vida normal. E volto nesse momento para a minha campanha", prosseguiu o ex-governador.
A investigação apura fraudes e pagamentos de propina a agentes políticos por intermédio do Programa Patrulha Rural, executado durante a primeira gestão de Beto Richa, entre 2012 e 2014.
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Richa foi liberado depois de o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), conceder um habeas corpus. O magistrado deu também um salvo conduto a ele e aos demais investigados na Radiopatrulha em relação a qualquer determinação de prisão preventiva [quando não há prazo para liberação] .
A decisão ocorreu no início da noite, pouco tempo após o juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, converter em preventiva a prisão temporária do ex-governador e mais nove dos 15 detidos. A Operação foi desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do MP, na última terça-feira (11).


