Vereadores divergem de liberação de cerveja em estádios
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A decisão da Assembléia Legislativa (AL) do Paraná que deliberou, na sessão da última terça-feira (29), pela autorização da venda e consumo de cerveja e chope nos estádios do Paraná repercutiu na Câmara Municipal de Londrina. Os vereadores Amauri Cardoso (PSDB), Rony Alves (PTB) e Felipe Prochet (PSD), integrantes da Comissão de Desporto da Casa, que trata de assuntos ligados ao esporte local, foram consultados pela reportagem da FOLHA.
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A votação na Assembléia foi apertada: 24 votos a favor e 20 contra, a maioria de deputados da bancada evangélica. Segundo o projeto, a comercialização só poderá ser realizada em copos plásticos. A permissão, cumprindo o que já determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não vale para menores de 18 anos.

O torcedor que promover desordens estará sujeito à impossibilidade de ingresso o afastamento do espaço esportivo. Para Amauri Cardoso, que preside a comissão na Câmara, tal "euforia" é provocada pela ingestão desenfreada de álcool. "Esse mal pode estar associado de drogas ilícitas. Com essa junção, está formado o caos. Acredito que a liberação irá facilitar o acesso nos momentos de maior comemoração do torcedor", pontuou.

De acordo com Cardoso, apesar de algumas regras, a proposta não garante que crianças e adolescentes não irão beber cerveja. "Acho que nas horas de maior alegria, quando a torcida canta e vibra com intensidade, há uma desatenção dos pais. Isso é muito perigoso", disse. Vice-presidente da Comissão de Desporto, Rony Alves avaliou que o texto é "nefasto e contribui para o desembelezamento do espetáculo esportivo".
O único que se opôs foi Felipe Prochet. O parlamentar, que já foi presidente do Londrina Esporte Clube (LEC), comentou que a liberação da venda de bebidas dentro dos estádios nem deveria. existir. "Se você for assistir um jogo do Tubarão no Estádio do Café, vai perceber que as pessoas começam a beber horas antes da partida nos bares da região. Esse povo vai pro estádio. Qual é a diferença?", questionou.

Para o vereador do PSD, a incoerência é grande quando há proibição dentro, mas "o cara fica bêbado fora. Em uma hora e meia antes do jogo, você acha que ele vai beber quantas cervejas?". Depois de aprovado na Assembléia Legislativa, o texto segue para sanção ou veto do governador Beto Richa (PSDB).
A matéria é de autoria dos deputados Alexandre Curi (PSB), Stephanes Junior (PSB), Ademir Bier (PMDB), Pedro Lupion (DEM), Marcio Pauliki (PDT), Tiago Amaral (PSB), Fernando Scanavaca (PDT), Marcio Nunes (PSD), Nelson Justus (DEM) e Anibelli Neto (PMDB) e Romanelli (PSB).


