O TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) indeferiu nesta quarta-feira (30) a candidatura de Emerson Petriv, o Boca Aberta (Republicanos), a deputado federal e manteve o indeferimento do registro de Marly de Fátima Ribeiro, a Mara Boca Aberta (PL), candidata a deputada estadual. As decisões têm como fundamento condenação eleitoral relacionada às eleições de 2022, que resultou na inelegibilidade dos dois por oito anos.

No caso de Mara, o registro havia sido indeferido em 13 de setembro, mas a defesa recorreu. A candidata foi alvo de três impugnações, uma delas apresentada pelo MPE (Ministério Público Eleitoral). A desembargadora relatora, Nicole Trauczynski, apontou a condenação eleitoral como principal fundamento para manter o indeferimento.

O processo envolve a campanha de 2022, quando Mara disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, o filho, Matheus Vinicius Ribeiro Petriv, o Boca Aberta Jr., concorreu à Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) e Emerson Petriv dizia concorrer ao Senado.

Segundo a Justiça Eleitoral, recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha destinados às campanhas de Mara e do filho foram usados em materiais que divulgavam a suposta candidatura de Boca Aberta ao Senado, mas a decisão considerou que a candidatura era juridicamente inexistente. Em 2025, Mara, Boca Aberta e Boca Aberta Jr. foram declarados inelegíveis por oito anos.

A situação de Boca Aberta também é afetada por decisões anteriores de inelegibilidade decorrentes da cassação de mandatos como vereador e deputado por quebra de decoro, além de outras ações de investigação judicial eleitoral.

Recurso

O advogado João Marcos Pedra, que defende os dois candidatos, afirmou que vai recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em nota, a defesa de Boca Aberta afirmou ter recebido a decisão com surpresa e sustentou que o candidato está “plenamente habilitado para concorrer ao pleito”. O advogado também afirmou que todas as certidões foram apresentadas no registro e que existem fundamentos jurídicos para reverter a decisão.

Segundo Pedra, enquanto os recursos não forem julgados, os dois candidatos permanecem sub judice, podem ir às urnas e continuar fazendo campanha normalmente. “Acima de tudo que nós respeitamos a posição da Justiça Eleitoral, mas que discordamos juridicamente”, afirmou o advogado.

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