Imagem ilustrativa da imagem Sessão de julgamento de Rony e Takahashi é marcada para domingo
| Foto: Devanir Parra/CML



O presidente da Câmara Municipal de Londrina, Ailton Nantes (PP), informou no início da sessão ordinária desta quinta-feira (13) que a sessão de julgamento, que pode cassar os mandatos os vereadores afastados Rony Alves (PTB) e Mario Takahashi (PV), será realizada no próximo domingo, às 9h.

A dupla é acusada de integrar o esquema investigado pela Operação ZR3, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que apurou o pagamento de propinas por mudanças de leis de zoneamentos no município. No dia 20 de agosto, a sessão de julgamento foi suspensa após liminar do Tribunal de Justiça do Paraná.

Após uma longa batalha jurídica, Takahashi foi ouvido pelos vereadores integrantes da CP na manhã desta quinta com a presença de Rony Alves. Responsável pela comissão, José Roque Neto (PR) disse que cumpriu a liminar da Justiça, que determinou nova oitiva de Takahashi com a presença de Rony, e afirmou que já entregou a conclusão dos trabalhos para o presidente da Casa.

"Ele (Nantes) despacha nesta tarde e técnicos da Câmara entregam ainda hoje o relatório final para todos os vereadores com o interrogatório de Takahashi", respondeu Roque Neto ao ser questionado sobre o período para análise do material pelos vereadores até domingo.

PRAZO

A defesa de Takahashi entrou com nova ação na terça-feira (11), no qual argumenta que o prazo decadencial para os ritos já teria transcorrido, mas o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, Márcio José Vieira, indeferiu o pedido de liminar. Iniciada em 24 de abril, deveria ter sido encerrada até 90 dias depois, mas os prazos foram suspensos sucessivas vezes devido a determinações judiciais.

Na chegada ao prédio do Legislativo, Takahashi explicou aos jornalistas o motivo da nova medida judicial de sua defesa. "No nosso entendimento, o prazo decadencial já se expirou e toda vez que entendermos que algum ato da CP feriu alguma norma legal, nós entraremos com alguma medida legal para garantir o decorrer do processo dentro das normas legais", justificou. Segundo ele, o respeito aos ritos processuais é essencial para garantir que não haja, no futuro, a suspensão por alguma nulidade. "Eu tenho certeza da minha absolvição, porque não cometi nenhum crime, nenhuma quebra de decoro", disse o parlamentar.

Questionado se a defesa iria tentar impedir a realização do julgamento marcado para este domingo por conta da manutenção do relatório que pede a cassação dos dois vereadores, o vereador voltou a falar em cerceamento de defesa.

"O novo relatório deveria ser levado em conta o meu depoimento e os documento juntados, há claramente um cerceamento de defesa no nosso entendimento. Aí o jurídico vai analisar e ver quais as medidas cabíveis", disse.

Rony Alves questionou a manutenção do relatório pela cassação dos dois parlamentares. "Eu avalio como equivocada, eu entendo que os vereadores que leram e assistirem os vídeos de todas pessoas que vieram aqui depor em especial o principal acusador, que é o Júnior Zampar, elas vão perceber que há um incongruência gigantesca entre o que este rapaz falou ao Gaeco, aqui na Comissão Processante e todos os fatos que nós temos provado sempre que solicitados em qualquer lugar", afirmou.

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