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Londrina

Política

m de leitura Atualizado em 26/05/2022, 18:52

Sem pressa, Senado vai discutir "homeschooling" em audiências públicas

Flávio Arns (Podemos-PR) foi escolhido como relator do projeto na Comissão de Educação

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de maio de 2022

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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Definido como relator do projeto do homeschooling da Comissão de Educação do Senado, o senador Flávio Arns (Podemos-PR) quer aprofundar o debate antes de dar o seu parecer. Em entrevista à FOLHA, ele não adiantou se é contra ou a favor da proposta. "Queremos ouvir todos os envolvidos para chegar a uma reflexão profunda, por isso vamos convocar uma série de audiências públicas", disse. 

Imagem ilustrativa da imagem Sem pressa, Senado vai discutir "homeschooling" em audiências públicas Imagem ilustrativa da imagem Sem pressa, Senado vai discutir "homeschooling" em audiências públicas
|  Foto: Reprodução/Agência Senado
 

O requerimento deve ser votado na semana que vem na comissão. Arns citou que quer ouvir a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), o Consed (Conselho dos Secretários de Educação), o Ministério da Educação e famílias e entidades que defendem o ensino domiciliar. 

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A reportagem procurou os outros dois senadores paranaenses. Oriovisto Guimarães (Podemos) disse pela assessoria de imprensa que o projeto "não deve prosperar" no Senado, mas preferiu não dar mais detalhes. Alvaro Dias (Podemos) não retornou o contato da entrevista. 

SEM PRESSA

Se depender da vontade do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o tema não será votado tão cedo no plenário. Ele avisou a base do presidente Jair Bolsonaro (PL) que o assunto não é prioridade.

Na Câmara Federal, o texto relatado pela deputada Luísa Canziani (PSD-PR) passou sem dificuldades. No entanto, o projeto que regulamenta o homeschooling traz algumas regras, como a obrigação dos pais terem formação superior e do aluno estar matriculado em uma escola, que fará o acompanhamento. 

EM LONDRINA

Enquanto a proposta é discutida em Brasília, alguns vereadores de Londrina quiseram se adiantar e apresentar uma proposta para instituir o ensino domiciliar na cidade. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) julgou que o texto era inconstitucional e acabou o rejeitando. 

Insatisfeitos, os autores entraram com recurso para retomar a tramitação. A tentativa acabou frustrada. Doze parlamentares votaram pelo arquivamento da ideia em uma sessão marcada pela troca de farpas. 

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