O candidato ao governo do Paraná pelo PDT, Requião Filho, esteve em Londrina na manhã deste sábado (26), onde participou de uma carreata pela região central ao lado do pai, o ex-governador Roberto Requião (PDT), de correligionários e apoiadores. Na reta final da campanha, ele afirmou que manterá a estratégia adotada desde o início da disputa, com caminhadas, conversas com eleitores e apresentação de propostas.

Após a agenda em Londrina, o candidato seguiria para Curitiba, onde tinha outros compromissos de campanha. Segundo ele, a programação inclui atividades também neste domingo (27).

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Questionado sobre a disputa pela segunda colocação nas pesquisas eleitorais, Requião Filho afirmou que os resultados variam conforme o levantamento e disse que pesquisas encomendadas por sua campanha o colocam à frente de Sandro Alex (PSD), candidato de Ratinho Junior (PSD) à sua sucessão. Para conquistar os eleitores indecisos, afirmou apostar na apresentação de propostas e em críticas à atual administração estadual.

"Nas minhas pesquisas, estou muito à frente do Sandro Alex, sem preocupação nenhuma de ele chegar perto da gente", afirmou. Segundo o candidato, Alex representa a continuidade do governo Ratinho Junior, ao qual teceu críticas por medidas como o aumento de impostos e a privatização da Copel.

Imagem ilustrativa da imagem Requião Filho defende reestatizar Copel e fim do modelo cívico-militar
| Foto: Celso Felizardo

A retomada do controle estatal da companhia de distribuição de energia, aliás, está entre as principais propostas do pedetista. Questionado sobre a origem dos recursos para uma eventual reestatização, o candidato afirmou que pretende inicialmente auditar o processo de privatização da companhia.

Requião Filho disse haver denúncias sobre a legalidade da operação e defendeu a revisão do acordo de acionistas da empresa. "Vamos rever esse acordo e retomar o mando da Copel. E, se for necessário comprar as ações, nós compramos as ações de volta", afirmou.

Educação

Na educação, o candidato defendeu o fim do modelo cívico-militar nas escolas estaduais, além de melhores salários e carreiras para professores e maior autonomia dos educadores em sala de aula.

Ele também criticou a chamada plataformização do ensino, com o uso de ferramentas digitais nas escolas, que, segundo ele, teria deixado a educação "engessada". A proposta é priorizar a autonomia dos professores e uma abordagem que estimule a criatividade dos estudantes.

Sobre os resultados educacionais, disse que pretende dar mais atenção ao desempenho dos alunos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) do que ao Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Para ele, a prova do Enem permitiria uma avaliação mais direta do conhecimento dos estudantes.

No ensino superior, o candidato defendeu ampliar os investimentos nas universidades estaduais, com foco em pesquisa, tecnologia e inovação de acordo com a vocação econômica de cada região. Também citou a ampliação de vagas em creches e a integração com os municípios como prioridades para a educação básica.

Segurança

Na segurança pública, Requião Filho contestou os índices apresentados pelo governo estadual. Segundo ele, a redução de determinados indicadores criminais estaria relacionada, em parte, à subnotificação de ocorrências.

O candidato citou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública para sustentar a afirmação e atribuiu a falta de registros à insuficiência de efetivo policial. Segundo ele, policiais militares acabam responsáveis pelo atendimento de vários municípios simultaneamente, o que dificultaria o registro de ocorrências de menor gravidade.

Imagem ilustrativa da imagem Requião Filho defende reestatizar Copel e fim do modelo cívico-militar
| Foto: Celso Felizardo

Requião Filho também afirmou que o Paraná teria encerrado 2025 com cerca de 16 mil policiais militares, ante 19 mil no início da gestão atual. Como proposta, defendeu a promoção de concursos para recompor o efetivo e a valorização das carreiras da segurança pública.

"Vamos recompor os números da Polícia Militar, vamos ter concurso e vamos cuidar da carreira de quem vive a segurança", afirmou.

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