Reajuste de servidores chega à CML e exclui Tiago e secretários
Medida tem impacto estimado em R$ 84,7 milhões e vai tramitar em regime de urgência, com votação prevista para quinta-feira (12)
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de março de 2026
Medida tem impacto estimado em R$ 84,7 milhões e vai tramitar em regime de urgência, com votação prevista para quinta-feira (12)

O prefeito Tiago Amaral (PSD) protocolou nesta terça-feira (10) na CML (Câmara Municipal de Londrina) o PL (Projeto de Lei) 92/2026, que concede reajuste salarial de 4,3% aos servidores ativos e inativos da Prefeitura de Londrina. O percentual é referente à inflação acumulada de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026 e havia sido anunciado pelo prefeito na semana passada.
O Executivo confirmou no projeto que a recomposição inflacionária será paga em parcela única, retroagindo a fevereiro de 2026, e que o reajuste também será aplicado às gratificações recebidas pelos servidores. O PL também destaca que o prefeito, o vice-prefeito e os secretários municipais não serão beneficiados.
A estimativa é de um impacto orçamentário-financeiro da ordem de R$ 84,7 milhões, considerando servidores ativos, aposentados e pensionistas.
“Essa era uma grande preocupação, um grande debate, uma grande discussão. Todo mundo sabe das dificuldades financeiras, dos enfrentamentos que a gente tem tido com o caixa do município. Mas uma coisa, para mim, está clara: precisamos de todos os servidores absolutamente comprometidos, não com a gestão, mas, mais do que nunca, com a cidade de Londrina e com os projetos que estamos fazendo”, afirmou Tiago no dia 3 de março, quando confirmou que o reajuste seria concedido.
A vereadora Professora Flávia Cabral (PP), líder do Executivo na Câmara, explicou em plenário que a correção da inflação é direito dos servidores e será paga em parcela única, conforme negociado com a categoria.
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“Vejam que neste projeto de recomposição não constam o prefeito, os secretários, nem o vice-prefeito, apenas os servidores. E que isso fique pontuado. Eu preciso que vocês [vereadores] estejam conosco, analisem, para que a gente possa tramitar em urgência esse projeto”, argumentou.
A urgência do PL 92/2026 foi aprovada nesta terça-feira, o que permite que o projeto seja discutido e votado em primeiro turno na quinta-feira (12). Se aprovado e sancionado, a correção inflacionária deve ser paga nos salários de março, com efeitos retroativos a fevereiro.
LEGISLATIVO
Também foi protocolado na CML o PL 93/2026, que concede o mesmo percentual de recomposição inflacionária aos servidores da Câmara de Londrina. Um primeiro projeto com o reajuste havia sido discutido em fevereiro, incluindo os 19 vereadores; envolto em polêmicas, e com uma emenda que buscava excluir os parlamentares da recomposição, o texto foi arquivado pela Mesa.
O novo projeto foi proposto pelos vereadores Emanoel (Republicanos), Giovani Mattos (PSD), Mestre Madureira (PP), Marcelo Oguido (PL), Flávia Cabral, Sídnei Matias (Avante), Santão (PL), Régis Choucino (PP), Marinho (PL), Anne Moraes (Avante), Antônio Amaral (PSD) e Chavão (Republicanos).
A estimativa é que o impacto orçamentário-financeiro da medida seja de pouco mais de R$ 2,5 milhões. O PL também será votado em regime de urgência na próxima quinta-feira.


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.





