A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que o senador Sergio Moro (PL) lidera a corrida pelo governo do Paraná com 36% das intenções de voto, seguido por Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), ambos com 20%. O levantamento foi contratado pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, e ouviu 804 eleitores de 16 anos ou mais entre 20 e 23 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A última pesquisa da Quaest havia sido divulgada há um mês, em 24 de agosto. De lá para cá, Moro oscilou de 37% para 36%, dentro da margem de erro. Requião Filho passou de 21% para 20%, enquanto Sandro Alex avançou de 15% para 20%. Alexandre Salomão (Mobiliza) marca 1% (era 0%), enquanto Tayná Miessa (UP) e Luiz França (Missão) mantiveram 1%. Adriano Funileiro (PCO) e Samuel de Mattos (PSTU) têm 0%, mesmo percentual da rodada anterior. Os indecisos caíram de 18% para 12%, enquanto branco, nulo ou não vai votar passou de 7% para 9%.

O levantamento também testou três cenários de segundo turno. No primeiro, Sergio Moro tem 48% (eram 51%) contra Requião Filho, que marca 32% (eram 27%). Os indecisos caíram de 14% para 12%, enquanto branco, nulo ou não vai votar permaneceu em 8%.

Quando o adversário é Sandro Alex, Moro marca 43% (eram 48%), ante 29% do candidato do PSD, que tinha 19% na pesquisa anterior. Os indecisos caíram de 22% para 14%, enquanto branco, nulo ou não vai votar subiu de 11% para 14%.

No último cenário, Sandro Alex tem 38% (eram 24%) contra Requião Filho, que marca 32% (eram 37%). Os indecisos são 15% (eram 23%), enquanto branco, nulo ou não vai votar passou de 16% para 15%.

Leia mais:

ANÁLISE

O analista político Elve Cenci avalia que a pesquisa mostra uma disputa acirrada “com uma clara perspectiva de segundo turno à vista”.

“Requião Filho mantém, desde o início, uma marca sólida de 20%. A campanha eleitoral consolidou seu eleitorado e todas as pesquisas indicam estabilidade. Sandro Alex, no entanto, apesar da estrutura de campanha ser expressiva e do apoio do governador Ratinho Junior como cabo eleitoral, não tem hoje nenhuma garantia de que conseguirá chegar ao segundo turno. O eleitor que não quer Moro e que ainda não decidiu em quem votar pode optar por qualquer um dos dois candidatos”, destaca Cenci.

Para o analista, a popularidade do governador ainda não se traduziu em transferência de votos para Sandro Alex, que, apesar de ter integrado a administração estadual nos dois mandatos de Ratinho Junior, é um nome menos conhecido que seus adversários.

Sobre um eventual segundo turno, Cenci avalia que, em um confronto entre Moro e Sandro Alex, os votos de Requião Filho tendem a migrar para o candidato do PSD. Quando quem enfrenta Moro é Requião Filho, segundo o analista, o candidato do PL acaba herdando mais votos de Sandro.

O cientista político Ronaldo Gaspar destacou a redução do número de indecisos no primeiro turno, de 18% para 12%. Para ele, o maior beneficiado foi Sandro Alex.

“Esse é o resultado da entrada pesada de Ratinho Junior na campanha. Dado o perfil predominantemente conservador do Paraná neste momento, dificilmente Requião crescerá muito; se crescer, a probabilidade de disputar com Moro é quase nula. No entanto, Sandro Alex pode se beneficiar da popularidade de Ratinho Junior e, num segundo turno, ser ameaça real à vitória do candidato maringaense”, avalia Gaspar.

A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número PR-02802/2026.

mockup