Amiga de Lulinha usou malas de dinheiro para pagar servidores públicos
Segundo a PF, a lobista Roberta Luchsinger teria orientado subordinados a sacarem fartas quantias em espécie para fazer pagamentos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Segundo a PF, a lobista Roberta Luchsinger teria orientado subordinados a sacarem fartas quantias em espécie para fazer pagamentos

Brasília - Novas investigações conduzidas pela PF (Polícia Federal) trouxeram à tona detalhes sobre a atuação da lobista Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (23) pelo jornal Folha de S.Paulo, relatórios da PF apontam que o grupo utilizava operadores para movimentar valores em espécie — incluindo referências ao uso de malas de dinheiro — e realizar pagamentos a funcionários públicos.
De acordo com o material apreendido e analisado pelos investigadores, as conversas de texto recuperadas revelam que Luchsinger orientava subordinados a sacarem quantias expressivas em dinheiro vivo para quitar obrigações e realizar pagamentos a mando do esquema.
Em trechos divulgados da investigação, um dos operadores encarregados de serviços gerais e logísticos relata orientações sobre o transporte e a circulação de dinheiro em malas, além de alertar sobre limites de movimentação diária por CPF para evitar bloqueios ou fiscalizações automáticas do Banco Central.
Os inquéritos apontam que a rede operava na intermediação de interesses privados junto a órgãos da administração pública federal. Entre os alvos das apurações estão repasses e depósitos direcionados a servidores e integrantes ligados a pastas ministeriais, ocorridos em períodos que antecederam a assinatura de contratos de grande vulto.
OUTRO LADO
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva tem rechaçado veementemente qualquer envolvimento com as irregularidades apontadas. Representantes jurídicos sustentam que o nome de Lulinha tem sido associado ao caso unicamente por razões políticas e em decorrência de seu sobrenome, ressaltando que ele não mantém relação com as atividades investigadas.
A defesa dos demais citados e os órgãos alvos das diligências também têm reiterado, por meio de notas oficiais, que os contratos firmados seguiram rigorosamente os trâmites legais, padrões técnicos e exigências normativas de licitações públicas. As investigações seguem em andamento no âmbito do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal.


Da Redação
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