Orçamento prevê queda de 82% em investimentos da Prefeitura
LDO de 2027 será votada em primeiro turno nesta terça-feira; análise técnica da Câmara traz preocupações com peça orçamentária
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terça-feira, 19 de maio de 2026
LDO de 2027 será votada em primeiro turno nesta terça-feira; análise técnica da Câmara traz preocupações com peça orçamentária

Os vereadores de Londrina votam, na sessão desta terça-feira (19), em primeiro turno, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, tratada no PL (Projeto de Lei) 145/2026. A tendência é que a matéria tenha uma votação protocolar no plenário, uma vez que ainda passará por audiência pública na CML (Câmara Municipal de Londrina). Emendas deverão ser apresentadas para a votação em segundo turno, que deve ocorrer antes do recesso parlamentar, em julho.
Para o próximo ano, a gestão Tiago Amaral (PSD) estima uma arrecadação de R$ 3,8 bilhões, praticamente o mesmo valor previsto para 2026, com crescimento da ordem de 0,48%. O dado evidencia o cenário de dificuldades financeiras do município de Londrina, que se arrasta desde o ano passado.
O parecer técnico da Controladoria-Geral da Câmara alertou para a redução de 82,89% nos investimentos da Prefeitura, que caem de R$ 70,5 milhões, em 2026, para pouco mais de R$ 12 milhões no próximo ano. Segundo o documento, o ponto merece análise devido à necessidade de compatibilidade com as obras em andamento elencadas na LDO, cujo saldo a executar supera R$ 50 milhões.
A Controladoria-Geral também aponta que a estimativa do projeto de lei “não contempla crescimento real das receitas orçamentárias para o exercício de 2027”.
Segundo o PL, a administração trabalha antecipadamente com uma previsão de frustração de arrecadação de mais de R$ 100 milhões, o que pode levar ao contingenciamento de despesas no próximo ano. O número leva em conta os problemas enfrentados com a arrecadação nos últimos três exercícios, de 2023 a 2025.
A avaliação técnica da CML afirma que a combinação entre resultados nominais positivos e redução do estoque da dívida não compromete, no curto prazo, a sustentabilidade fiscal do município. No entanto, alerta que a persistência de resultados primários negativos pode representar pressão sobre o equilíbrio das contas públicas no médio prazo, especialmente em cenários adversos de arrecadação.
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Logo após enviar o projeto da LDO à Câmara, em abril, o secretário municipal de Orçamento e Planejamento, Marcos Rambalducci, destacou que o cenário ainda é preocupante para os cofres municipais e que o subsídio do transporte coletivo continua sendo uma “pedra no sapato” da Prefeitura de Londrina. Em 2025, o município repassou cerca de R$ 180 milhões às concessionárias. Para 2026, a estimativa é de R$ 118 milhões; para 2027, deve ficar na casa dos R$ 103 milhões.
As metas e prioridades da LDO de 2027 estão organizadas em seis eixos: saúde e bem-estar; educação e promoção cultural; desenvolvimento econômico, inovação e desburocratização; segurança pública e desenvolvimento humano; gestão inteligente, transparente e inovadora; e meio ambiente e sustentabilidade.


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.





