Vendas do comércio em Londrina caem 9% no Dia das Mães
Chuva intensa e queda de temperatura são apontadas como a principal razão para o resultado ruim, mas cenário econômico contribuiu, dizem lojistas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Chuva intensa e queda de temperatura são apontadas como a principal razão para o resultado ruim, mas cenário econômico contribuiu, dizem lojistas

O varejo londrinense registrou retração nas vendas do Dia das Mães neste ano, na comparação com 2025. Embora alguns lojistas tenham ficado satisfeitos com os resultados, de forma geral, a queda foi de 9,2% sobre a mesma data no ano passado. O desempenho foi medido por uma pesquisa elaborada pela Litz Estratégia e Marketing a pedido da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) e os números foram divulgados nesta segunda-feira (18).
A chuva intensa que caiu sobre Londrina no sábado que antecedeu a data comemorativa e a queda na temperatura foram apontadas como as principais razões para o movimento abaixo do esperado, mas a situação econômica atual também teve sua parcela de influência. A presidente da Acil, Vera Antunes, citou os juros elevados e o alto índice de inadimplência como fatores que também contribuíram para a queda nas vendas. “A chuva e o frio chegaram às vésperas do Dia das Mães e isso atrapalhou principalmente o comércio de rua. Soma-se a este cenário um ano de taxa Selic e inadimplência altas”, destacou. “O varejo é muito suscetível a esses fatores e está sempre oscilando de acordo com diferentes estímulos econômicos. Mas é importante analisarmos a pesquisa como uma oportunidade para compreender o mercado e traçar estratégias para superar qualquer contratempo”, analisou Antunes.
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A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 12 de maio e 104 lojistas foram ouvidos, de diferentes segmentos. Do total de entrevistados, 18,3% têm comércio na região central e 81,7%, em outras regiões da cidade. Quanto ao porte das empresas, 83,7% têm até nove colaboradores e 16,3% contam com uma equipe de dez funcionários ou mais.
Embora 40,4% dos comerciantes ouvidos no estudo consideraram as vendas ótimas ou boas, 35,6% avaliaram como regulares, 14,4% classificaram como ruins e 9,6% disseram que o movimento foi péssimo.
Quando solicitados a compararem os resultados deste ano aos do Dia das Mães em 2025, apenas 16,3% observaram aumento. Para 32,7% dos empresários consultados, as vendas ficaram iguais ao ano passado e mais da metade deles, totalizando 51%, afirmaram que as vendas caíram em 2026. No geral, a queda observada foi de 9,2%.
Os lojistas que computaram aumento nas vendas deste ano citaram, como motivos, em primeiro lugar a melhor variedade/qualidade dos produtos (21,7%), o em seguida, o clima, a chuva e a sazonalidade favoráveis (17,4%) e empatados, em terceira colocação, o aumento de fluxo e movimento e as promoções, campanhas e divulgação, ambos com 13% cada um.
Entre os que registraram resultados negativos, as principais razões apontadas foram o clima, a chuva e o frio (23,3%), a renda, o poder de compra e o acesso ao crédito (18,9%) e o cenário político, o governo e a gestão pública (8,9%). O fluxo menor de clientes foi citado por 6,7%, as vendas on-line e os canais digitais, por 5,6%, e a concorrência e canais alternativos de compra, por 4,4% dos lojistas ouvidos.
Segundo a presidente da Acil, além de medir o desempenho do comércio, os dados do estudo ajudam a compreender o mercado e são uma ferramenta para traçar estratégias de superação aos desafios. “As informações das pesquisas nos ajudam a criar oportunidades para potencializar os negócios, e por isso os dados são fundamentais para a Associação cumprir seu papel institucional”, explicou Antunes.


Simoni Saris
Repórter com atuação nas áreas de Economia, Infraestrutura e Agronegócio.




