O presidente do OGPL (Observatório de Gestão Pública de Londrina), Roger Trigueiros, criticou a forma como o PL (Projeto de Lei) 373/2025, que cria quatro novos cargos de confiança na CML (Câmara Municipal de Londrina), e o PR (Projeto de Resolução) 4/2025, que amplia gratificações no Plano de Cargos, Carreira e Salários da Câmara, começaram a tramitar no Legislativo. Os textos foram protocolados na noite de quinta-feira (11) e pautados em primeiro turno nesta sexta-feira (12), em sessão extraordinária, menos de 24 horas depois.

Para Trigueiros, o momento não é propício para a apresentação de uma proposta cuja despesa é estimada em R$ 2,1 milhões para 2026.

“Primeiro que já estamos em fim de ano. A população está com um foco diferente, em festas de fim de ano e período de férias. Não é o momento propício. Além disso, tem a questão dos cortes orçamentários que o Executivo apresentou”, afirmou o presidente, que classificou o movimento do Legislativo como “totalmente absurdo”. “Está indo na contramão dos fatos e é uma atitude que chega a ser jocosa com a população, chega a atentar contra o bom senso do londrinense.”

Assinam os projetos de lei Anne Moraes (PL), Antônio Amaral (PSD), Chavão (Republicanos), Deivid Wisley (Republicanos), Emanoel (Republicanos), Giovani Mattos (PSD), Marcelo Oguido (PL), Marinho (PL), Mestre Madureira (PP), Paula Vicente (PT), Flávia Cabral (PP), Régis Choucino (PP), Santão (PL), Sídnei Matias (Avante) e Valdir Santa Fé (PP).

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Na avaliação de Trigueiros, a necessidade ou não de novos cargos e da ampliação de gratificações pode ser debatida, mas é importante ouvir a comunidade em um momento mais oportuno. A entidade vai enviar um ofício aos vereadores cobrando esclarecimentos.

“Queremos entender e passar para a população os motivos. Não digo nem que os cargos não sejam necessários, mas, para isso, vamos oficiar. No mínimo, a discussão deveria chegar à população. A população precisa saber, e não ser surpreendida com um projeto de lei apressado, no afogadilho, sem que possa opinar”, completa o presidente.

“Eu não acredito que haja um cidadão londrinense favorável a uma votação em regime de urgência e ao aumento de despesa, especialmente com a criação de cargos e funções gratificadas na Câmara neste momento, quando, ao longo de todo o ano, Executivo e Legislativo debateram cortes orçamentários em áreas como a Assistência Social”, finaliza.

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