|
  • Bitcoin 103.514
  • Dólar 5,3317
  • Euro 5,5605
Londrina

Política

m de leitura Atualizado em 24/06/2022, 18:37

Moro anuncia candidatura no Paraná, mas não diz a qual cargo

Ex-ministro de Bolsonaro chama de "bobagem" ação que questiona sua filiação ao União Brasil no Estado

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de junho de 2022

José Marcos Lopes - Especial para a FOLHA
AUTOR autor do artigo

menu flutuante

O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) anunciou nesta terça-feira (14) em Curitiba que concorrerá no Paraná nas eleições de outubro, mas não revelou o cargo. Depois de ter o pedido de transferência de domicílio eleitoral para São Paulo negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado vizinho, Moro deixou em aberto a possibilidade de concorrer a deputado federal ou senador pelo Paraná. A mulher dele, Rosângela Moro, deverá ser candidata a deputada federal por São Paulo.

CURITIBA,PR,14.06.2022:SÉRGIO-MORO-COLETIVA-IMPRENSA - O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), concede entrevista coletiva, na manhã desta terça-feira (14), em Curitiba (PR). (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Folhapress) CURITIBA,PR,14.06.2022:SÉRGIO-MORO-COLETIVA-IMPRENSA - O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), concede entrevista coletiva, na manhã desta terça-feira (14), em Curitiba (PR). (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Folhapress)
CURITIBA,PR,14.06.2022:SÉRGIO-MORO-COLETIVA-IMPRENSA - O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), concede entrevista coletiva, na manhã desta terça-feira (14), em Curitiba (PR). (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Folhapress) |  Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Folhapress
 

“A gente gosta de um suspense. Vamos esperar as convenções para decidir. Vai ser uma decisão minha e do União Brasil. E principalmente da população paranaense, a gente quer ouvir a população paranaense, quero circular pelo estado, por todas as cidades, para a gente ouvir os problemas das pessoas”, disse Moro. 

Questionado sobre a possibilidade de concorrer ao Senado e enfrentar o senador Alvaro Dias, responsável por sua filiação ao Podemos (Moro deixou o partido em março para se filiar ao União Brasil), o ex-juiz desconversou. “Acho prematuro fazer qualquer juízo de valor em relação ao senador Alvaro Dias. Não defini a que vou concorrer e tampouco ele. Eu teria algumas queixas (em relação ao Podemos), mas não gostaria de externar essas queixas”.

Depois de ter seu domicílio eleitoral negado em São Paulo, Moro poderá enfrentar o mesmo processo no Paraná. Uma filiada ao União Brasil no estado protocolou um documento no partido em que afirma que o ex-juiz não tem condições legais de sair candidato, por ter se filiado ao diretório de São Paulo. 

“É de uma filiada, a gente respeita, mas não conhece. Não é uma pessoa que tem uma vida ativa no partido”, disse o deputado federal Felipe Francischini, presidente do União Brasil no Paraná. “A gente fez uma análise prévia e não tem fundamento algum. Tenho certeza de que a filiação no Paraná não terá problema algum”. Moro classificou o pedido como uma “bobagem” e uma “tentativa de tapetão”.

Também estiveram presentes na coletiva Rosângela Moro, o presidente nacional do União Brasil e pré-candidato à Presidência Luciano Bivar, a senadora Soraya Thronicke.(MS) e os deputados federais Ney Leprevost (PR) e Júnior Bozzella (SP).

LEIA TAMBÉM:

Futura candidatura de Moro pelo União-PR é contestada juridicamente
Candidatura de Moro pelo Paraná embaralha eleições

Amazônia e Funai

Sergio Moro era ministro da Justiça quando o indigenista Bruno Pereira, desaparecido na Amazônia com o jornalista inglês Dom Phillips, foi exonerado da Funai. O órgão passou a ser subordinado ao Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro. Depois da exoneração, Pereira passou a trabalhar com uma entidade de defesa das populações indígenas. Moro negou ter responsabilidade na demissão e não comentou sobre seu suposto papel no desmonte da Funai. 

“Eu era ministro da Justiça e a Funai era um dos órgãos vinculados. Essa decisão (exoneração) não passou por mim e na época eu não tive conhecimento. Não tenho nenhuma responsabilidade em relação a isso”, afirmou. “Existe uma preocupação com o crescimento do crime organizado na região amazônica, responsável não só pelo tráfico de drogas, mas muitas vezes pela destruição da floresta”. 

Receba nossas notícias direto no seu celular! Envie também suas fotos para a seção 'A cidade fala'. Adicione o WhatsApp da FOLHA por meio do número (43) 99869-0068 ou pelo link