Moraes nega recurso de Bolsonaro contra condenação
Para ministro, ex-presidente não tem direito aos embargos infringentes
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
Para ministro, ex-presidente não tem direito aos embargos infringentes
André Richter - Agência Brasil 

Brasília - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (19) recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro contra a condenação a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista.
No mês passado, os advogados entraram com os chamados embargos infringentes para tentar derrubar a decisão do ministro que negou outro recurso da defesa, os embargos de declaração, e determinou a execução da condenação de Bolsonaro e mais seis réus do Núcleo 1 da trama golpista.
Na decisão, Moraes considerou o recurso protelatório e reafirmou que ex-presidente não tem direito aos embargos infringentes.
“Desde a definição pelo plenário do STF, esse entendimento – exigência de dois votos absolutórios próprios para o cabimento dos embargos infringentes das decisões das turmas – vem sendo aplicado em todas as ações penais, inclusive nas relacionadas aos crimes de atentado às instituições democráticas e à tentativa de golpe de Estado, que culminaram nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023”, decidiu o ministro.
Para conseguir que o caso fosse julgado novamente, Bolsonaro precisava obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2 no julgamento realizado no dia 11 de setembro e que condenou os acusados. No entanto, o placar pela condenação foi de 4 votos a 1.
Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena definitiva pela condenação.
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OITIVA AUTORIZADA
O ministro Moraes autorizou na quinta-feira (18) a Polícia Federal (PF) a interrogar o ex-presidente Bolsonaro sobre os documentos encontrados em cofres do Palácio da Alvorada.
A oitiva será realizada no dia 30 de dezembro, entre as 9h e as 11h.
A PF informou ao ministro que encontrou documentos pessoais e outros bens do ex-presidente em dois cofres que estavam no Alvorada, residência oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os agentes foram acionados pela Presidência da República e abriram os cofres no dia 25 de junho deste ano.
Segundo a corporação, a oitiva de Bolsonaro é necessária para esclarecer a origem dos bens.
A oitiva será realizada na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.





