Moraes mantém prisões de oito condenados após audiência
Ministro decretou prisão a domiciliar de 10 condenados para evitar novas fugas, como a de Silvinei Vasques
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domingo, 28 de dezembro de 2025
Ministro decretou prisão a domiciliar de 10 condenados para evitar novas fugas, como a de Silvinei Vasques
André Richter - Agência Brasil 

Brasília - As prisões domiciliares de oito condenados pela trama golpista foram mantidas no sábado (27) após audiência realizada por uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As audiências foram conduzidas pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino e tiveram objetivo de cumprir uma formalidade legal.
Na manhã de sábado, Moraes decretou a prisão domiciliar de dez condenados. A lista de alvos é formada por sete militares do Exército, uma delegada da Polícia Federal, o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha e Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Carlos Rocha não foi encontrado pela Polícia Federal e é considerado foragido. A Polícia Federal (PF) informou ao ministro Moraes que não localizou o presidente do Instituto Voto Legal.
Condenado a 7 anos e seis meses de prisão pela trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos foi um dos dez alvos de mandados de prisão domiciliar expedidos por Moraes.
De acordo com a PF, os agentes foram ao prédio residencial do presidente do instituto, em São Paulo, e descobriram que ele não mora mais no local. Ao entrarem em contato com os advogados, os policiais foram informados de que o presidente se recusou a fornecer o novo endereço à defesa.
Carlos foi contratado pelo PL para realização de estudos para basear a ação na qual o partido contestou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o resultado do primeiro turno das eleições de 2022. Na ação, foi usada desinformação para sugerir fraudes na votação eletrônica. Ele recorre da condenação em liberdade.
O mandado de prisão domiciliar contra o tenente-coronel do Exército, Guilherme Marques de Almeida, também não foi cumprido. Ele viajou para a Bahia, mas se comprometeu a retornar para Goiânia e iniciar o cumprimento da medida.
As prisões domiciliares foram determinadas por Alexandre de Moraes para evitar novas fugas. NA sexta-feira (26), o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi detido por autoridades locais após fugir para o Paraguai e tentar embarcar para El Salvador com passaporte falso.
No entendimento de Moraes, há uma estratégia dos condenados pelos atos golpistas para fugir do país. O ministro citou diversos casos de fuga de réus nas ações penais do 8 de janeiro, entre eles, a do ex-deputado Alexandre Ramagem.
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“O modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, como feito pelo réu Alexandre Ramagem, inclusive com a ajuda de terceiros”, afirmou o ministro.
QUEM SÃO OS PRESOS:
Filipe Martins - ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro: 21 anos de prisão;
Marília de Alencar - delegada da PF e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça: 8 anos e 6 meses de prisão.
Ailton Gonçalves Moraes Barros - major da reserva do Exército: 13 anos de prisão;
Giancarlo Gomes Rodrigues - subtenente do Exército: 14 anos de prisão
Bernardo Romão Correa Netto - coronel do Exército: 17 anos de prisão;
Ângelo Martins Denicoli - major da reserva do Exército: 17 anos de prisão;
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros - tenente-coronel: 17 anos de prisão;
Guilherme Marques de Almeida - tenente-coronel do Exército: 13 anos e 6 meses de prisão;
Fabrício Moreira de Bastos - coronel: 16 anos de prisão;
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha - presidente do Instituto Voto Legal: 7 anos e 6 meses de prisão.





