Moraes inclui Filipe Barros em apuração de atentado à soberania nacional
Ministro do Supremo determinou inclusão do deputado de Londrina no mesmo inquérito em que Eduardo Bolsonaro é alvo
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de julho de 2025
Ministro do Supremo determinou inclusão do deputado de Londrina no mesmo inquérito em que Eduardo Bolsonaro é alvo
Fernando Buchhorn 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou a inclusão do deputado federal Filipe Barros (PL‑PR) no inquérito que investiga o também deputado Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) por atentado à soberania nacional.
De acordo com a petição que motivou a decisão do ministro, o parlamentar londrinense teria participado de articulações nos Estados Unidos, ao lado de Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de pressionar autoridades do governo norte-americano a adotarem medidas contra integrantes do Judiciário brasileiro, entre eles o próprio Moraes. As informações são do portal UOL.
Recursos públicos
A notícia-crime foi apresentada pelo advogado Benedito Silva Júnior e afirma que o deputado teria utilizado recursos públicos na viagem com a finalidade de constranger o Supremo Tribunal Federal e influenciar decisões em curso na Corte.
A petição destacou o possível atentado à soberania nacional ao indicar que parlamentares brasileiros teriam buscado apoio externo para intervir no funcionamento de instituições nacionais.
Considerando que já existe um inquérito investigando Eduardo Bolsonaro, Moraes determinou o apensamento da notícia-crime ao processo principal.
Outro lado
Em nota, o deputado Filipe Barros disse que viajou aos Estados Unidos com permissão da presidência da Câmara dos Deputados. "Embora até o momento não tenha sido citado formalmente no inquérito em questão, esclareço que fui aos Estados Unidos em missão oficial da Câmara dos Deputados autorizada pela Presidência da Casa", afirmou.

O parlamentar de Londrina disse que nos Estados Unidos, reuniu-se oficialmente com os deputados que desempenham o mesmo papel que ele no parlamento norte-americano, o presidente do Comitê de Relações Exteriores e presidente do Subcomitê de Inteligência da Câmara dos Representantes.
Segundo Barros, foi a primeira vez que o presidente da Credn (Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados do Brasil) foi recebido formalmente pelo Congresso Americano.
"Vincular a missão oficial a sanções econômicas resultantes do alinhamento de Lula a autocracias do Eixo do Mal não passa de ficção para tentar destruir a reputação do meu trabalho no comando da Credn", diz Barros.


