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Londrina

Política

m de leitura Atualizado em 25/05/2022, 17:28

Moradores do Jardim Cláudia também querem mudar zoneamento

Donos de terrenos querem misturar residências com comércios, assim como no Bela Suíça; Ippul diz que está estudando proposta

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de maio de 2022

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Gustavo Carneiro
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A Associação de Moradores do Jardim Cláudia, na zona sul de Londrina, pediu ao Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano) a alteração do zoneamento de 22 terrenos localizados nas ruas Mar Vermelho e Alcides Zaninelli. Elas começam na avenida Madre Leônia Milito e desembocam na rua Bombaim. 

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|  Foto: Gustavo Carneiro
 

Atualmente o que vale para as áreas é o ZR-2 (Zona Residencial 2). Segundo a última Lei de Uso e Ocupação do Solo, sancionada em 2015, o modelo permite apenas construções residenciais. Os proprietários querem mudar para o ZC-4 (Zona Comercial 4), que, como diz a mesma legislação, "visa estimular a concentração do comércio local sem incomodar os moradores do entorno". 

Esse tipo de zoneamento autoriza, além de residências, estabelecimentos comerciais, indústrias e também o setor de serviços. Segundo o presidente da associação, Rodrigo Crusiol, a modificação não vale para outras ruas do Cláudia. 

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"Queremos aproveitar melhor os terrenos e contribuir com o crescimento da região. Na Mar Vermelho, por exemplo, tem um pedaço que nem é asfaltado. Seria uma maneira de valorizar o bairro, gerar empregos e até arrecadação para a prefeitura", esclareceu o líder comunitário. 

Crusiol explicou à FOLHA que os lotes são bem antigos, de 40 anos atrás, e foram vendidos sem a necessidade dos donos ficarem responsáveis pela infraestrutura, como, segundo ele, dizia a lei da época. 

"O Cláudia, na minha opinião, é semelhante ao Jardim Shangri-lá, que hoje tem várias casas grandes e antigas, mas desvalorizadas. É o que está acontecendo na zona sul. Daqui a 10 anos, ninguém mais vai querer morar aqui", disse. 

O trecho do bairro que pode mudar de zoneamento possui alguns comércios, que só funcionam por meio de decisões judiciais. "Os proprietários tiveram que entrar na Justiça para valer o direito de sustentar suas famílias. Se o Ippul acatasse nosso pedido, esse problema não existiria mais", ponderou. 

De acordo com o presidente da associação de moradores, há empresários interessados em se instalar neste pedaço do Jardim Cláudia, mas o desejo some quando encontram barreiras no zoneamento. "Essa parte já está esquecida, bem diferente da Gleba Palhano, que cresceu muito nos últimos anos". 

SEM RESPOSTA

O protocolo no Ippul foi feito em 17 de maio. Dois dias depois, a gerente de Pesquisa e Plano Diretor do órgão, Maria Eunice Garcia Ferreira, informou à comunidade que "está em andamento o processo de revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo. Por isso, o requerimento será avaliado quanto a sua aplicabilidade nos estudos em desenvolvimento". 

Procurado pela reportagem, o presidente do instituto, Tadeu Felismino, comentou que está de licença médica nesta semana. Ele deve falar sobre o assunto em uma reunião marcada para a segunda quinzena de junho. 

Mudanças de zoneamento devem ser feitas por projeto de lei a ser aprovado pela Câmara de Vereadores. 

BELA SUÍÇA

Na outra ponta da Madre Leônia, próximo à avenida Higienópolis, mora uma pergunta que está gerando atrito entre os próprios moradores: o zoneamento do Bela Suíça deve ou não mudar?

Os favoráveis contrataram um escritório particular, que produziu um EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança). O relatório identificou que a transformação de ZR-1 para ZC-3, que mistura casas e comércio, "traria mais impactos positivos do que negativos". 

Mas se depender de uma pesquisa encomendada pela associação do bairro, o projeto não irá prosperar. Em entrevista à FOLHA, o presidente da entidade, Antônio Sérgio Pardini, revelou que das 100 casas, 55 querem a manutenção do aspecto residencial. 

Assim como o caso do Jardim Claudia, o Ippul respondeu apenas que "está estudando" o pedido sobre o Bela Suíça. 

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