O promotor Leandro Antunes, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), informou à Justiça nesta segunda-feira (29) que não é contra a derrubada da proibição do vereador Mário Takahashi (PV) de frequentar o prédio da Prefeitura de Londrina. Ele é um dos 13 réus da Operação ZR-3, deflagrada em janeiro de 2018 para desmantelar um suposto grupo criminoso que alterava o zoneamento de áreas específicas da cidade.

Imagem ilustrativa da imagem Ministério Público concorda que Takahashi volte a frequentar a prefeitura
| Foto: Devanir Parra/CML

O parlamentar, que voltou há pouco à Câmara Municipal, ainda está impedido de acessar as secretarias municipais. Apesar do retorno ao Legislativo ter sido obtido no Tribunal de Justiça, o desembargador que analisou o caso não extinguiu a medida cautelar de distanciamento dos prédios públicos. Na semana passada, a defesa de Takahashi pediu que o juiz da 2ª Vara Criminal, Delcio Miranda da Rocha, acate a autorização.

De acordo com o advogado Michel Neme Neto, o político "está impossibilitado de exercer plenamente o cargo de vereador porque não pode participar de reuniões com o prefeito e os secretários". Porém, ele continuaria longe da Secretaria de Obras, do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e do CMC (Conselho Municipal da Cidade), órgãos incluídos na denúncia da ZR-3.

Mesmo afirmando que "as medidas são essenciais não só no momento pré-processual, mas também para garantir o perfeito andamento do processo", o Ministério Público classificou como "razoável a flexibilização da situação em análise a partir da alteração do contexto, o que restou devidamente demonstrado pela defesa em seu pedido incidental". Agora, a Justiça vai decidir se Mário Takahashi poderá ou não circular pelas dependências da prefeitura.

Enquanto isso, os interrogatórios dos réus da ZR-3 devem acontecer no dia 21 de agosto. Eles estão sendo processados por organização criminosa e corrupção, além de outros crimes.

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