Defesa pede que Takahashi volte a frequentar a Prefeitura
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quarta-feira, 24 de julho de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
O advogado Michel Neme Neto pediu nesta terça-feira (23) ao juiz da 2ª Vara Criminal, Delcio Miranda da Rocha, que o vereador Mário Takahashi (PV), que recentemente voltou a ocupar o cargo na Câmara Municipal, não seja mais proibido de frequentar prédios públicos da Prefeitura de Londrina. O impedimento é uma das medidas cautelaras que foram mantidas pelo Tribunal de Justiça do Paraná, que determinou o retorno do parlamentar ao Legislativo.

Além de não poder acessar as secretarias municipais, Takahashi, um dos 13 réus na Operação ZR-3, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) para investigar um possível grupo que alterava o zoneamento em áreas específicas da cidade, não pode manter contato com o delator do suposto esquema, o agricultor Junior Zampar e outras testemunhas do processo criminal. Ele também foi proibido de sair de Londrina sem autorização judicial por mais de 15 dias.
Segundo a defesa, o vereador "está impossibilitado de exercer plenamente seu cargo". No pedido, o advogado cita a impossibilidade dele "participar de reuniões entre o prefeito e os secretários", mas afirma que a medida de distanciamento continue para órgãos envolvidos na ZR-3, como a Secretaria de Obras, Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e o Conselho Municipal da Cidade (CMC).
Mário Takahashi retomou a função legislativa em junho. Ele estava afastado desde janeiro de 2018, quando a investigação do Gaeco veio à tona. Na Câmara, preencheu o espaço ocupado anteriormente por Valdir dos Metalúrgicos. Atualmente, está apenas como vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos.
Já o vereador Rony Alves (PTB), também réu na ZR-3, permanece fora da Casa desde o início do ano passado. Neste mês, o TJ suspendeu o pagamento dos salários dele. Cada parlamentar londrinense ganha R$ 12,9 mil por mês.


