|
  • Bitcoin 103.514
  • Dólar 5,3317
  • Euro 5,5605
Londrina

Política

m de leitura Atualizado em 20/06/2022, 19:40

Merendeiras de Londrina denunciam atraso no vale-alimentação

Terceirizada não depositou valor do benefício e do tíquete de refeição no prazo previsto; situação foi regularizada no final da tarde

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de junho de 2022

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

menu flutuante

Merendeiras que prestam serviço à Prefeitura de Londrina alegaram nesta segunda-feira (20) que ainda não receberam o vale-alimentação e o tíquete de refeição de maio da empresa Especialy Terceirização, de São Paulo (SP). Os valores deveriam ser quitados até a última sexta (17). 

Imagem ilustrativa da imagem Merendeiras de Londrina denunciam atraso no vale-alimentação Imagem ilustrativa da imagem Merendeiras de Londrina denunciam atraso no vale-alimentação
|  Foto: Arquivo FOLHA
 

Segundo o Sinterc (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Refeições Coletivas e Merenda Escolar Terceirizada), 170 profissionais estão sendo prejudicadas. Representantes do órgão sindical dispararam e-mails para a terceirizada comunicando o atraso. 

"As empregadas desta empresa enviaram o extrato bancário que demonstram que não há valor creditado", diz a mensagem encaminhada aos proprietários da fornecedora paulista à qual a FOLHA teve acesso. 

Cada merendeira contratada pela Especialy recebe R$ 212,40 de vale-alimentação e R$ 17,30 por dia de tíquete. O salário é de R$ 1.362,80. De acordo com o diretor-secretário do Sinterc, Rodrigo César Coelho Lino, não há informações de que os vencimentos salariais de maio também estejam atrasados. 

LEIA MAIS

Merendeiras reclamam de atraso no pagamento de salários

"Não é a primeira vez que esta empresa atrasa pagamentos com as funcionárias. Neste ano mesmo o salário demorou pra ser depositado e só pingou na conta porque elas se mobilizaram. São vários problemas", apontou Lino. 

O contrato entre a Prefeitura de Londrina e a Especialy foi assinado em julho de 2019. Segundo o acordo, a terceirizada deve disponibilizar merendeiras para 10 CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) e 26 escolas da zona sul e nove CMEIs e 19 instituições municipais da região oeste. 

Por mês, o poder público paga R$ 537 mil pelo fornecimento da merenda escolar, totalizando R$ 6,4 milhões. Segundo o Portal da Transparência, o contrato tem execução até o dia 10 de agosto deste ano. 

Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que "a empresa fez o pagamento no final da tarde aos funcionários. Esta é a informação repassada depois da cobrança da Secretaria Municipal de Educação para que o pagamento fosse regularizado".

A reportagem procurou a Especialy Terceirização, que não retornou o contato.   

(atualizado às 18h30)

Receba nossas notícias direto no seu celular! Envie também suas fotos para a seção 'A cidade fala'. Adicione o WhatsApp da FOLHA por meio do número (43) 99869-0068 ou pelo link wa.me/message/6WMTNSJARGMLL1